sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Nazaré: Cardeal-Patriarca exorta comunidade paroquial de Famalicão a fazer da igreja “morada de Cristo para muita gente”

D. Manuel Clemente pediu aos paroquianos de Famalicão, na Nazaré, que a sua casa de oração seja “morada de Cristo para muita gente”. Na Eucaristia comemorativa dos 50 anos da construção da igreja paroquial e sagração do altar novo, no passado 14 de janeiro, o Cardeal-Patriarca garantiu que a evangelização acontece, porque quem tem uma experiência forte de Cristo, alimentada pela palavra e sacramentos, “não é capaz de a calar, oferece-a aos outros”.

“Para esta igreja paroquial de Famalicão, onde através do acolhimento que se faça, onde através da Palavra de Deus que se proclama, onde através da catequese e dos sacramentos, onde através de tudo seja a morada de Cristo para muita gente”, expressou D. Manuel Clemente, manifestando a sua “alegria” por presidir à celebração. No segundo contacto com a comunidade paroquial, este ano pastoral, o responsável lembrou ainda as “boas e gratas recordações” vividas nesta paróquia, em diversas passagens ao longo da sua vida sacerdotal e episcopal.

O Cardeal-Patriarca deu os parabéns ao padre Manuel Borges, que era o pároco na altura, e também “a todos os que aqui estão e os que já cá estavam e que ajudaram a erguer esta igreja”, nesta paróquia da Vigararia de Alcobaça/Nazaré, presentemente cuidada ao prior Paolo Lagatta, e ao seu coadjutor Salvatore Forte, ambos jovens sacerdotes italianos.

Testemunhado na primeira pessoa, o padre Manuel Borges recordou os tempos de pároco e explicou que há 50 anos a igreja passou de reconstrução para construção. “Quando começamos a obra para reconstruir, percebemos que não tinha capacidade, e então num mês, o secretariado do Patriarcado de Lisboa fez um novo projeto para construir a nova igreja, ficou apenas a torre que ainda se mantém, todo o resto é novo”, manifestou. Lembrando “o esforço maravilhoso” da comunidade e população da localidade, o sacerdote revelou que os 12 anos ao serviço das paróquias de Famalicão e de Alfeizerão, representaram “as experiências mais bonitas” da sua vida. O padre Borges recordando com saudade, agradeceu a todos, de modo particular aos que já partiram, e suas famílias, no auxílio da edificação da nova casa, “que ainda hoje se mantém acolhedora”.

D. Manuel Clemente foi recebido no adro da igreja em ‘guarda de honra’ pelos escuteiros e acólitos, descerrou uma placa comemorativa dos 50 anos da dedicação daquele templo, e deixou uma mensagem no livro de honra. O Cardeal-Patriarca de Lisboa recebeu ainda a oferta de uma Imagem de Nossa Senhora da Vitória, criada por uma artesã local.


“Pedir a Deus o dom da comunhão, para que todos nos tornássemos pedras vivas da Igreja do Senhor”

Em declarações ao Comércio & Notícias, o pároco Paolo Lagatta disse que a celebração dos 50 anos serviu para dar uma oportunidade à comunidade paroquial de se “entender novamente sob o espírito da comunhão”.

“De fato, antes de celebrar um acontecimento exterior, na medida que faz referência às obras de construção da igreja, foi importante um olhar mais interior: pedir a Deus o dom da comunhão, para que todos nos tornássemos pedras vivas da Igreja do Senhor”, sublinhou.

Paolo Lagatta revelou que recebeu “com grande alegria e surpresa” a presença do Cardeal-Patriarca D. Manuel Clemente nesta celebração, sendo que já tinha estado na tomada de posse, em setembro. Também importante, para o jovem presbítero, foi “a presença e o testemunho” do padre jubilado da Diocese de Santarém, Manuel Borges, pároco de Famalicão na altura da construção da igreja.

“Foi muito graças à generosidade do povo, que com muitos esforços e donativos, concluíram o projeto. Era conhecida a «campanha do ovo» onde cada família oferecia um ovo por semana para ser vendido de modo a angariar fundos para a construção”, realçou.

O jovem italiano caracterizou o dia festivo como um momento importante, evidenciando três razões ao Comércio & Notícias.

A primeira, para dar graças a Deus, e celebrar a missa como ponto alto. “A Eucaristia é precisamente esta resposta do homem à intervenção de Deus na história que salva. Ação de graças porque Deus suscitou ao longo dos tempos a fé, que se mantém hoje como testemunho visível da paróquia”, declarou.

“A importância de fazer memória, sem a qual, no dizer do Papa Francisco, perdemos a nossa identidade cristã”. Neste sentido, a paróquia criou uma exposição temática evocativa dos 50 anos da igreja, no centro pastoral, intitulada ‘nós somos as pedras vivas’. Este espólio reúne documentos, alfaias e imagens sagradas, divididas por várias áreas, desde do batismo, sacramento de iniciação cristã (com particular destaque à pia batismal), até à Eucaristia, “fonte e cume de toda a vida”, com uma reconstrução do altar antigo da igreja primitiva. Nesta exposição também se pode consultar arquivos históricos e sobretudo fotografias, concedidas pela população local.

Por último, o pároco explicou que a Páscoa de Jesus Cristo, da qual “o Evangelho é testemunha”, não é uma realidade “estática”, mas “dinâmica”, “pelo que não consideramos este momento como um ponto de chegada, mas como um novo ponto de partida, para que sempre e com mais vigor, o anúncio da Boa Nova possa chegar mais longe e faça da comunidade paroquial as pedras vivas, edificadas como Casa espiritual”.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto)

(notícia João Polónia publicada no Comércio & Notícias a 26 de janeiro de 2018)


fotos - Paróquia Nossa Senhora da Vitória de Famalicão


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Eucaristia de abertura da Visita Pastoral à Vigararia de Torres Vedras evoca ao anúncio de Cristo “que ninguém consegue calar”

O Cardeal-Patriarca sustentou que “ninguém é capaz de calar” uma “experiência viva” de Cristo, que se “desencadeia e transmite”, levando os crentes a assumir a sua identidade na Igreja e no mundo. Na Eucaristia de abertura da Visita Pastoral à Vigararia de Torres Vedras, sob um programa “simples e belo”, D. Manuel Clemente exortou os cristãos das vinte paróquias da vigararia, a anunciar e testemunhar Jesus, “reconhecendo-se a si próprio”, contagiando a sua “vida à partilha”.

Recordando que no tempo dos primeiros séculos do cristianismo, demorou a que houvesse “autorização oficial para ser cristão”, o Patriarca de Lisboa lembrou que passados três séculos daquele império romano, quando as realidades começaram a acontecer, ainda assim, “ninguém os calou”.

“Nós aqui estamos muito bem, pudera, não havíamos de estar bem em Torres Vedras”, manifestou o torriense D. Manuel Clemente.

Também neste domingo, 14 de janeiro, o Papa Francisco instituiu o Dia Mundial do Migrante e Refugiado. Para o Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, hoje em dia no mundo inteiro, existem cada vez mais cristãos a serem submetidos a diversas formas de perseguição. “Neste momento e dia, tantos irmãos nossos que arriscam a vida, mas arriscam mesmo, para se reunirem em alguma casa, quer para celebrarem a Eucaristia, como para transmitirem a sua palavra e o evangelho”, sublinhou.

Cada uma das paróquias desta vigararia, “transporta, em cada um, tanta coisa difícil, tanta coisa pesada e alheia, que espera redenção”. Segundo o responsável da Diocese de Lisboa é através do exemplo de Jesus Cristo “que nos faz viver de outra maneira”, e de uma “paz profunda”, que a reconciliação pode acontecer entre cristãos, utilizando toda a atividade evangelizadora e catequética.

Depois da ressurreição de Jesus Cristo, quando a história da Igreja o recomeça, o Cardeal-Patriarca pede a cada igreja e a cada uma das comunidades, que saibam responder sempre, “não temos ouro nem prata para dar, temos o nome e a pessoa de Jesus“. Que todo o ato catequético, palestra e conversa, pregação, homilia, em igrejas paroquiais e nas outras “igrejas domésticas” de cada família cristã, “se anuncie Jesus”, apelou.

Numa homilia espontânea e próxima, diante os seus conterrâneos, no Centro Pastoral de Torres Vedras, D. Manuel Clemente partilhou um episódio pessoal. “Reencontrei há tempos aqui um colega do meu grupo de catequese, nos anos 50, e perguntei-lhe se ele continuava a ir à missa; ele respondeu-me que sim, porque ‘com Jesus a conversa nunca mais acaba’”, revelou, justificando que as palavras dadas à sua questão, são hoje “teologia boa”.

“Às vezes contrista-me, eu próprio, e às vezes também, como nós passamos assim tão ao lado dos sinais da presença viva de Cristo ressuscitado nas nossas igrejas, distraídos ao sacrário e à palavra. É como acontece na nossa vida, os outros estão, mas se nós não dermos por eles, é como se não estivessem”, declarou.

“Os gestos simples representam a sua figura, que acolhe, que reconcilia, que consagra. Que o silêncio acolha, respeite, e tudo o que nós façamos convirja para Cristo; e depois a partir dele se aplique como uma companhia e uma presença demorada”, acrescentou, lembrando a azafama desmedida de muitas pessoas, na procura “de tantas coisas complicadas, para fazer o que deveria ser tão simples”.

Foi “a partir de Deus” e com dicas simples e práticas, que o Patriarca de Lisboa e seus Bispos Auxiliares, D. Joaquim Mendes e D. Nuno Brás, começaram a Visita Pastoral à Vigararia de Torres Vedras. Reunindo o clero, conselhos pastorais e comissões das igrejas das 20 paróquias, que compõem esta vigararia, a Eucaristia de abertura, participada pelos paroquianos, marcou a primeira ação do evento, que decorrerá até 11 de março, com o tema ‘Palavra e Missão’.

“Quando nós voltarmos a encontrar, daqui a dois meses, na conclusão desta visita pastoral, certamente, nestas palavras que vivemos e nas experiências que vamos tocando, tudo isto terá mais preenchimento nas nossas vidas, e muito fruto da tal Nova Evangelização, que tanta gente está à espera”, concluiu D. Manuel Clemente.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)

(notícia João Polónia publicada no Comércio & Notícias a 18 de janeiro de 2018)

http://comercioenoticias.pt/2018/01/18/eucaristia-de-abertura-da-visita-pastoral-a-vigararia-de-torres-vedras-evoca-ao-anuncio-de-cristo-que-ninguem-consegue-calar/


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

D. Manuel Clemente abre Visita Pastoral em Torres Vedras convidando os cristãos da vigararia a viver “em função dos outros”

“A Nova Evangelização”. A expressão foi utilizada pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa para retomar o que foi o slogan da visita pastoral, de há 25 anos, no tempo do Cardeal D. António Ribeiro. Os dados estatísticos visualizados são “números típicos e desafios concretos” de uma situação de nova evangelização, que é “sempre nova e permanente, enquanto novidade do Evangelho”, declarou D. Manuel Clemente, ao iniciar a Visita Pastoral à Vigararia de Torres Vedras, realizada no passado domingo, 14 de janeiro, no Centro Pastoral de Torres Vedras, com o tema ‘Palavra e Missão’.

“É preciso que sejamos suficientemente criativos, para que, com um novo ardor, com novos métodos e com novas expressões repormos o Evangelho de sempre”, revelou.

No primeiro diálogo com o clero, conselhos pastorais e comissões das igrejas das 20 paróquias desta vigararia, o Patriarca de Lisboa manifestou que atualmente quer na vigararia de Torres Vedras, quer nas restantes, da zona e periferia de Lisboa, ao mesmo tempo, e às vezes na mesma rua e no mesmo  prédio, ainda se encontra uma ação pastoral de nova evangelização. “Encontramos pessoas que não sabem nada do Evangelho, não porque as famílias esqueceram, mas porque nunca aprenderam”, garantiu, explicando que muitos fiéis vão à igreja, de vez em quando, ou até uma vez por mês, praticando à sua maneira, seja na festa da terra, como no 13 de maio em Fátima, mas sem estarem inseridos na vida pastoral.

O responsável, também Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, considera que este cenário “encaixa num quadro geral” semelhante ao da população do país, das 20 dioceses, e do próprio Patriarcado de Lisboa, que em caminhada sinodal, insiste “na Palavra de Deus como lugar onde nasce a fé”. Segundo D. Manuel Clemente, ao longo destes três últimos anos, na Diocese de Lisboa, quer no aprofundamento do Evangelho, quer na liturgia, ou na ação sócio-caritativa, deve existir um crescimento em comunidade, capaz de estabelecer uma “rede de relações familiares”.

“Nós temos de aproveitar esta visita pastoral, no sentido sinodal, isto é, ativar conselhos pastorais, ativar conselhos económicos paroquiais, e ativar tudo aquilo que nos faça viver uns com os outros, porque, é exatamente nesta ativação que nós fazemos o caminho comum, que o sínodo significa na nossa Igreja de Lisboa”, sustentou.

Num tempo de perguntas e respostas com os leigos, abordando assuntos como o matrimónio, a vida consagrada, a catequese e os jovens, o bispo diocesano disse que para além dos crentes serem educados na comunidade cristã, a dar lugar ao “acolhimento, acompanhamento, discernimento e integração”, do próximo, com “disponibilidade”, é fundamental encarar a vida como uma missão a partir do Evangelho e “nunca partindo de si próprio e suas ideias”.

O torriense D. Manuel Clemente indicou que “a radicalidade da conversão cristã é o único futuro do cristianismo”, e que para isso, é “necessário fazer eco do que Jesus Cristo disse e fez”, exortando todos os crentes a “morrer” e “ressuscitar” para concretizar a “vocação batismal”.

“Quem pensa que se vai ordenar porque gosta muito de se ver no seu espelho imaginário, de um sacerdócio qualquer, com mais ou menos modas e capelos, esqueça, não dá para nada”, alertou o Patriarca de Lisboa, exortando o clero a deixar-se possuir por Cristo, “sacerdote e pastor”, e passar a viver definitivamente “em função dos outros”.

Segundo o responsável, o Papa Francisco tem insistido muito na apresentação do ‘Kerigma’, palavra grega que significa o primeiro anúncio, a Páscoa e a novidade de Cristo. Para D. Manuel Clemente quando não se começa do princípio, também não se chega a fim nenhum. “O problema de muitas das comunidades e famílias, inseridas nos respectivos grupos e movimentos, é nunca terem ouvido e entendido, que a vida cristã, não passa pela minha vida com umas tintas cristãs em cima”, apontou, frisando que uma religiosidade natural “com água benta em cima, fica tudo estragado”.

Com o tema dos divorciados a surgir ao diálogo, o Cardeal-Patriarca lembrou que até 1975 quem tinha casado catolicamente não podia recasar, portanto estava sempre apto para ser padrinho ou madrinha. Nessa altura havia sociedades sacralizadas, em que “o sagrado ficava ali mal metido”.

“Hoje vivemos numa sociedade diferente, as pessoas fazem os seus percursos e alternativas, no fundo somos muito tolerantes, sobretudo, para não nos preocuparmos com o bem ou mal dos outros, tudo isto vem ao de cima, porque existe fragilidade das convicções”, recordou.

D. Manuel Clemente lembrou ainda a importância do sínodo que os diocesanos de Lisboa se encontram a viver, com insistência neste ano, para depois aplicar incessantemente, inseridos na Palavra de Deus como lugar onde nasce a fé. “Nós não temos mais nada, nem para nós, nem para os outros enquanto cristãos, se não a vida de Jesus Cristo; o Evangelho, aquilo que Jesus propõe, e o seu modo de vida, devem-nos mover sempre num tempo de graça e conversão”, salientou.

Solicitado pelos paroquianos da Vigararia de Torres Vedras a apresentar algumas dicas práticas para manter ativa a dinâmica das estruturas, o Cardeal-Patriarca aconselhou o uso da Internet como ferramenta útil, para chamar e convidar mais pessoas para as celebrações, auxiliando as comunidades na criação de “redes”, proporcionando momentos de leitura bíblica, oportunidades de divulgação de atividades, fazendo as realidades crescer a partir de Deus. “Enquanto há anúncio, a Palavra de Deus começa a ganhar espaço na nossa imaginação e no nosso coração, enaltecendo o grande lugar da proclamação”, assegurou, acreditando que uma “catequese mais bíblica”, não no sentido dos crentes se tornarem numa “religião do livro”, mas na valorização do Evangelho, “cria vida e gosto”, como testemunhos já apresentados por grande parte da população.

“A semente é a Palavra de Deus e o semeador é Cristo, mas tem de ser lançada, e que seja a semente e não a nossa conversa”, alertou. O Patriarca de Lisboa disse que em muitos casos a semente surge em “terreno bom”, mas depois tem de ser “tratada e cultivada”. “Uma vez projetada à terra e mesmo que o semeador esteja a dormir, ela vai crescendo até aparecer e dar fruto”, recordou o responsável, consciente de que todos os diocesanos têm à sua disposição “uma serie de indicações práticas” para alimentar uma boa evangelização em sociedade, capazes de viver no “respeito mutuo”, dando “espaço à transmissão das convicções de cada um”.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)

(notícia João Polónia no Comércio & Notícias a 16 de janeiro de 2018)



sábado, 13 de janeiro de 2018

Cardeal-patriarca abre Visita Pastoral à Vigararia de Torres Vedras este domingo

É já amanhã, 14 de janeiro, pelas 15h00, no Centro Pastoral de Torres Vedras, que o cardeal-patriarca vai começar a Visita Pastoral àquela vigararia do Patriarcado de Lisboa, até ao dia 11 de março, com o tema ‘Palavra e Missão’.

Segundo comunicado enviado ao Comércio & Notícias, a cerimónia de abertura dá-se com um encontro com o clero, conselhos pastorais paroquiais e comissões das igrejas; seguida de Eucaristia, pelas 17h30, presidida por D. Manuel Clemente, aberta a todos os que desejarem participar.

Entre 31 de janeiro e 10 de março, o Patriarca de Lisboa vai encontrar-se, por exemplo, com autarcas, catequistas, famílias e jovens. D. Manuel Clemente abre o ciclo de conferências marcadas para as 21h30, a começar na quarta-feira, 31, com o meio empresarial, no salão paroquial de Ponte de Rol; e conclui com a juventude no Centro Pastoral de Torres Vedras. No mês de fevereiro, recebe o grupo de Catequistas no auditório do Externato de Penafirme, em A-dos-Cunhados; o sector da Pastoral Social no salão de festas da paróquia da Silveira; e a Liturgia na Casa do Povo de Ramalhal. O Centro de Espiritualidade do Turcifal e o Centro Pastoral de Torres Vedras acolhem a Família e os Autarcas, nos dias 2 e 9 de março, respectivamente.

As ações da Visita Pastoral às paróquias da vigararia, durante os dois meses, ficam a cargo dos Bispo Auxiliares, D. Joaquim Mendes e D. Nuno Brás. Nos dias, 16 a 21 de janeiro (Torres Vedras, Outeiro da Cabeça e Campelos); 23 a 28 de janeiro (Matacães, Carvoeira e São Domingos de Carmões); 30 de janeiro a 4 de fevereiro (Silveira e São Pedro da Cadeira); 6 a 11 de fevereiro (A-dos-Cunhados, Vimeiro, Monte Redondo e Maxial); 14 a 18 de fevereiro (Dois Portos, Runa e São Mamede da Ventosa); 23 a 25 de fevereiro (Freiria); 27 de fevereiro a 4 de março (Ponte do Rol); e 6 a 10 de março (Ramalhal e Turcifal).

O cardeal-patriarca fará o encerramento da Visita Pastoral no dia 11 de março, em Eucaristia pelas 16h00 no pavilhão Multiusos de Torres Vedras. Uma Jornada Penitencial Vicarial marca a conclusão do evento do Patriarcado de Lisboa, com a realização de uma via sacra, desde das 14h00, a partir de três pontos distintos, da cidade até ao pavilhão.

A abertura da Visita Pastoral à Vigararia de Torres Vedras do Patriarcado de Lisboa, a realizar no próximo domingo, contará com transmissão em direto na página do Comércio & Notícias, da rede social Facebook. Acompanhe!


João Polónia/Comércio & Notícias

(notícia João Polónia publicada no Comércio & Notícias a 13 de janeiro de 2018)

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Rio Maior: Escuteiros cantam Janeiras ao bispo diocesano e são convocados a seguir caminhos com pista

Os escuteiros do Agrupamento 403 do Corpo Nacional de Escutas, entoaram o canto das Janeiras ao Bispo de Santarém, e restante assembleia, durante a missa vespertina, que presidiu, em Rio Maior, por ocasião da Solenidade da Epifania do Senhor. O gesto manifestou o agradecimento pela primeira visita, enquanto bispo diocesano, a esta comunidade paroquial.

D. José Traquina exortou os diversos elementos das quatro secções ali presentes, “a seguir até lá chegar”, exprimindo que do mesmo modo que os reis magos seguiram “o caminho que tinha pista”, também os escuteiros devem ser orientados pela “luz da fé, a luz da promessa, a luz dos princípios da lei”. “Fazer os jogos de pista, descobrir os sinais todos, chegar ao fim e ser bem classificado”, envolve “toda esta fraternidade, que nos traz muita beleza para a vida toda”, reforçou.

“Foi para mim uma grande escola”, revelou o dirigente José Traquina, com o repto aos jovens a construir pontes com o exemplo dos irmãos escutas mais velhos.

“Aprendei bem esta proposta que nos é dada neste caminho, é o grande bem para o vosso futuro, depois como homens e mulheres, com estes sinais e aprendizagem toda que o agrupamento vos pode oferecer. Deus inspire os vossos dirigentes e os vossos pais a ajudarem a crescer bem”, manifestou.

Nesta celebração, o bispo alertou ainda a juventude, evocando o Sínodo dos Bispos, convocado pelo Papa Francisco, a realizar este ano, com o tema “os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Lembrando que o acontecimento levará os bispos do mundo inteiro junto do Santo Padre, a falarem sobre os jovens, as suas esperanças, os seus medos e o que ambos esperam da Igreja, D. José Traquina acredita que na diocese de Santarém a dimensão vocacional “seja transversal a todos os cristãos”. “Todos somos chamados. O Senhor chamou-nos à vida, chamou-nos à fé, e na fé chama-nos a ocupar um lugar; por isso Deus conta connosco”, apontou.

D. José Traquina mobilizou a juventude à participação, consciente de que este sínodo seja para cada um deles, uma “oportunidade muito grande para descobrir que Deus os chama a todos”.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)

(notícia publicada no Comércio & Notícias a 11 de janeiro de 2018)



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

População e adeptos aderem aos festejos do Caldas Sport Club pelas ruas da cidade

O Caldas Sport Club passou às meias finais da Taça de Portugal, e o clima de festa no "Mini-Jamor" (Campo da Mata) reflectiu-se pelas ruas da cidade, pela noite dentro, com a população e adeptos a celebrar junto dos jogadores. 

(Imagem/edição João Polónia/Comércio & Notícias)


sábado, 6 de janeiro de 2018

Oração pela Paz na Benedita exorta crentes a acolher, proteger, promover e integrar

“Fazer a Paz é obra de Deus neste mundo. Assim o fez Jesus, do Presépio à Cruz. Assim continua a ser, pelo Espírito Santo que nos deu. Também deste modo compreenderam os jovens e outros cristãos com quem rezei na Benedita”. As palavras são do cardeal-patriarca de Lisboa, em declarações ao Comércio & Notícias, caracterizando aquele encontro de oração pela paz, no primeiro dia de 2018, como “uma boa maneira de começar o ano a partir de Deus”.

Dinamizada pela pastoral juvenil da paróquia da Benedita (vigararia de Alcobaça/Nazaré), a celebração presidida por D. Manuel Clemente, teve por base a mensagem do Papa Francisco para o 51º Dia Mundial da Paz, e evocou como dimensões essenciais, os quatro verbos centrais, “acolher”, “proteger”, “promover” e “integrar”.

Também quatro jovens da paróquia da Benedita manifestaram os seus testemunhos desta atividade ao Comércio & Notícias.

Emanuel Silva disse estar consciente de que ambas as ações devem ser concretizadas também “nas comunidades paroquiais mais pequenas, entre vizinhos e até na própria família”. “Nos dias de hoje, o Santo Padre diz-nos que podemos e devemos praticar estes gestos sobretudo junto da comunidade migrante, pois muitos vêm de onde nada têm, em busca de uma vida melhor e por isso nós podemos acolhê-los, oferecer-lhes proteção e segurança, promover uma vida estável integrando-os na sociedade”, sustentou.

“Acolher, como Maria e José acolheram o Filho de Deus; Proteger, como no episódio da Sagrada Família com a fuga para o Egipto da perseguição do rei Herodes; Promover, educando Jesus e acompanhando-o no seu crescimento; e Integrar Jesus, Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem efetivamente”, justificou o jovem apelando os fiéis à construção da paz sob “um olhar terno” e focado no essencial, “o nascimento do Menino no presépio”.

Rafael Santos afirmou que a vigília orante foi mais uma ocasião oportuna para, “em conjunto com todo o mundo, a comunidade paroquial se juntar e rezar pela paz, numa altura crítica em diversos países, com crise de refugiados e migrantes”. Para este jovem e acólito, a “presença” do cardeal-patriarca “marcou” com palavras dirigidas à juventude e a “todos aqueles que já foram jovens à algum tempo”.

Martina Ferreira recordou que a Oração pela Paz no primeiro dia do ano já é uma tradição antiga dos jovens da paróquia da Benedita. Segundo a jovem, neste ano, em que a mensagem do Papa Francisco “se centrou bastante nos refugiados, a presença do nosso bispo D. Manuel Clemente veio dar um sentimento ainda mais especial à celebração”.

“Assim, rezámos para que as palavras centrais da mensagem, “acolher”, “proteger”, “promover” e “integrar”, se tornem cada vez mais efetivas, face à realidade que o mundo de hoje enfrenta”, declarou.

Já Rafaela Vieira caracterizou a atividade como um “momento de retiro pessoal e espiritual”, com possibilidade de reflexão sobre os próprios, “enquanto seres Humanos individuais e seres Humanos num contexto social”. “Esta oração fez-nos olhar para o nosso passado, com esperança de um futuro melhor”, reforçou.


João Polónia/Comércio & Notícias

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

800 combatentes e familiares celebram Missa de Natal nas Caldas da Rainha

(foto/Facebook - Liga dos Combatentes - Núcleo de Caldas da Rainha)
O padre Joaquim da Nazaré Domingos exortou os crentes a “ver” e “ouvir” os sinais do tempo, para entender como combater “os problemas do mundo de hoje”, junto dos mais próximos. “É necessário estarmos vigilantes na chegada de uma Luz que vem do Alto, do transcendente, de Deus, para acolhermos Jesus Cristo, que todos anos nos guia e renova as nossas vidas, de modo especial no Natal”, alertou o Capelão do Hospital das Forças Armadas, na Missa de Natal do Combatente dos Núcleos do Oeste, celebrada no passado 9 de dezembro, nas Caldas da Rainha.

Na homilia, o sacerdote manifestou que os cristãos são “chamados” a ser “luz”, dando continuidade às ações despertadas pela quadra natalícia, como o “apontar do caminho” e a “perenidade da mensagem”, mantendo-se “fiel no seguimento” com sentimentos de alegria, fecundidade e abundância, próprios daquele tempo do Advento.

Lembrando a importância dos recursos essenciais para a sobrevivência de todos, Joaquim da Nazaré Domingos enalteceu o sentido do zelo da “Casa Comum”, apelado tantas vezes pelo Papa Francisco.   
“Não podemos ficar parados, é urgente cuidar e proteger o planeta onde vivemos, dedicando atenção reforçada aos problemas e dificuldades que a natureza nos proporciona constantemente”, sustentou, recordando o ano enlutado pelos incêndios florestais marcado com mortes, onde pessoas e famílias ficaram sem nada, a falta de água e o estado de seca já declarado.  

Com organização do núcleo caldense, a Eucaristia contou com a participação de cerca de 800 pessoas, com representação dos Núcleos do Centro Oeste, de, Caldas da Rainha, Peniche, Alcobaça, Rio Maior, Batalha, Leiria e Marinha Grande, entre associados, familiares e amigos, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição. O capelão do ordinariato castrense, que presidiu a esta celebração, relacionou a mensagem litúrgica com a Missão da Liga dos Combatentes no contexto das Forças Armadas. Saudando todos os presentes, desejando a continuação de um santo e feliz Natal, o presbítero frisou o quanto “as famílias são importantes na missão de todos os Combatentes”. 

Em declarações ao Comércio & Notícias, o padre Joaquim da Nazaré Domingos elogiou o empenho dos militares, que ainda hoje sacrificam as suas vidas para concretizar a “missão humanista e de paz em diferentes lugares”. “É prioritário defender os valores e promover a dignidade da pessoa humana, na ajuda solidária para com os que mais precisam”, revelou.


João Polónia/Comércio & Notícias

http://comercioenoticias.pt/2017/12/27/800-combatentes-e-familiares-celebram-missa-de-natal-nas-caldas-da-rainha

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Natal: Bispo de Santarém encoraja cristãos a recomeçar tudo de novo

D. José Traquina, na Eucaristia da Noite de Natal (Missa do Galo), que presidiu pela primeira vez como bispo diocesano, na Sé Catedral, disse que o dia litúrgico, assinala o “nascimento” de uma “nova era marcada pela fidelidade de Deus no cumprimento das suas promessas”; alertando os crentes para a existência de “trevas” que ofuscam constantemente o caminho.

Sublinhando o excerto litúrgico, “o povo que andava nas trevas viu uma grande luz”, o Bispo de Santarém lembrou que a “falta de respeito e consideração pelo povo que vivia na pobreza, a falta de respeito pela vida humana e a indiferença dos poderosos”, são trevas ainda hoje manifestadas.

“Todas as famílias que no mundo buscam o seu lugar e o reconhecimento da sua dignidade, encontram em Jesus, Maria e José o melhor testemunho e uma intercessão”, sustentou, recordando  as “crianças submetidas a tantas dificuldades” que parece não haver solução para elas.

Celebrar o Natal do Senhor “tem tanto de beleza como de responsabilidade”. “O Natal é também um grande apelo à conversão. Conversão a um Amor que nos distingue na verdade e na liberdade, e nos leva a renunciar ao que é injusto”, exortou o responsável diocesano, exprimindo que o tempo vivido pelos cristãos constitui “oportunidade” para “refazer relacionamentos e recarregar baterias de esperança”, com apelos ao perdão, à fidelidade e ao empenho pelo “bem comum da sociedade e do mundo em que vivemos”.

“A esta nova Luz corresponde um novo tempo sonhado, onde a Graça de Deus se afirma disponível; desaparecerão a opressão, a violência e a guerra, e terá início uma era de Paz, de Justiça e de Fraternidade”, certificou, garantindo que apesar de existirem trevas, “a Luz de Deus reacende-se como vocação e missão de vida”.

Nesta mesma dimensão, D. José Traquina lembrou o modelo de serviço da Serva de Deus Luiza Andaluz. Na comemoração dos cem anos, a fundadora da Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima, foi reconhecida pelas suas “virtudes heróicas” pelo Papa Francisco, com decreto assinado a 19 de dezembro. “É uma etapa central e decisiva para que, Luiza Andaluz venha a ser um dia reconhecida e declarada como Beata ou Santa”, revelou com o repto aos presentes a alegrarem-se pelo reconhecimento, traduzindo num “sinal” para toda a Igreja, de forma especial para a diocese, escalabitanos e cidade de Santarém. “É um testemunho de vida cristã e uma intercessora junto de Deus que devemos considerar”, concluiu.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)



sábado, 23 de dezembro de 2017

Reclusos do Estabelecimento Prisional das Caldas da Rainha celebraram Festa de Natal

“Neste dia de festa, o esforço e o trabalho dos voluntários foi direcionado, essencialmente, para a ceia de Natal. Graças à sua colaboração, e generosidade de muitas pessoas e empresas da nossa cidade, foi possível colocar uma mesa diferente do habitual, ao redor da qual reclusos e visitantes confraternizaram dentro de um espírito de partilha e de total respeito pela dignidade humana”. As palavras são do coordenador geral do Grupo de Visitadores do Estabelecimento Prisional das Caldas da Rainha, em declarações ao Comércio & Notícias, revelando que o encontro de Natal ali celebrado, no passado dia 14 de dezembro, soube dar uma “maior aproximação” entre “a comunidade reclusa e o mundo exterior”.

Os párocos e assistentes religiosos da cadeia “estiveram também neste acontecimento”, dando assim “uma maior visibilidade à presença da Igreja no meio prisional, incentivando os visitadores a continuarem a sua missão”, sublinhou.

Apoiados no excerto bíblico “… estive na prisão e fostes visitar-Me” (Mt. 25:36), a Paróquia das Caldas da Rainha em conjunto com o Grupo de Visitadores, procura ao longo de todo o ano, desenvolver um trabalho de auxílio a quem está detido. São voluntários, homens e mulheres que se sentem impelidos como cristãos a estar com uma camada da sociedade, “tantas vezes esquecida e muitas vezes marginalizada”, explicou Fernando Alves sobre a dinâmica do movimento, evidenciando a utilidade da Pastoral Penitenciária, que nos últimos 35 anos progride na cidade caldense.

Durante a festa, a parte recreativa contou com espetáculo musical a cargo de outras entidades que, igualmente, colaboraram com o Estabelecimento Prisional. “É gratificante verificar que, num mundo tantas vezes alheio ao que o rodeia, as palavras solidariedade e compreensão ainda fazem sentido para muitas pessoas, como pudemos testemunhar na resposta às nossas solicitações de apoio”, sustentou o responsável.

Fernando Alves disse ainda ao Comércio & Notícias, que o trabalho do voluntário visitador de reclusos, no respeito máximo pela pessoa, independentemente dos seus atos passados, “traduz-se num apoio espiritual, humano e social”; confiando, sempre, “na capacidade de qualquer um de nós, corrigir desvios e de se poder inserir na sociedade, respeitando as suas leis e normas comportamentais”.

Para que o Natal tenha “um sentido e uma vivência mais completos para os nossos irmãos detidos”, foi também celebrada a Eucaristia, naquela instituição, aberta à comunidade cristã exterior.


Texto João Polónia/Comércio & Notícias | foto João Carlos Costa

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

“Abraço Solidário” ajuda padre a recuperar residência paroquial

O padre que, no passado 4 de dezembro, ficou desalojado devido a um incêndio na Casa Paroquial do Landal, concelho de Caldas da Rainha, já recuperou do susto e encontra-se a viver num espaço cedido pela população, junto à igreja.

O cordão humano e solidário tem mobilizado milhares de pessoas, de norte a sul do país, com roupa e angariação de fundos para as obras de reconstrução da sua habitação, que arrancará já em janeiro do próximo ano.

No Domingo da Alegria, José Correia Gonçalves em declarações ao Comércio & Notícias contou que a última quinzena tem sido atribulada, com muito trabalho e preocupação acrescida na resolução para a atual situação. “Já ultrapassei o período inicial que levou a um certo pânico e desconforto existencial. Felizmente as pessoas colaboraram bastante, quer na oferta de roupas, quer no acolhimento, ao cederem-me um anexo que reúne as condições básicas para viver com independência”, revelou emocionado pelo gesto dos paroquianos.

As paróquias de Queijas e Alhandra, em Lisboa, com ofertórios nas missas, e o M.A.C – Movimento Cívico dos Antigos Combatentes do Ultramar, cujo sacerdote assiste espiritualmente, não ficaram indiferentes, e por iniciativa própria, mobilizaram-se com donativos e bens para melhorar a condição do pároco, auxiliando e apressando a reconstrução da casa paroquial. “Tenho tido o apoio muito grande de pessoas amigas, e este sentimento também se manifesta nestes momentos mais frágeis”, sublinhou. “Pedi aos párocos de Caldas da Rainha para que os paroquianos e os católicos da cidade se expressassem com generosidade nas ofertas do domingo passado”, referiu, justificando como o único pedido pessoal.

O responsável da comunidade interparoquial de São Gregório, A-dos-Francos e Landal, da Vigararia Caldas da Rainha/Peniche do Patriarcado de Lisboa, agradece a todos os que contribuíram com generosidade e amizade.

Também ao Comércio & Notícias, o seu colaborador José Morgado disse estar feliz por a sua petição, divulgada na Internet através da rede social Facebook, ter alcançado milhares de pessoas, despertando nos crentes a necessidade de ajudar um padre, que tem feito muito pelos outros. “Nunca pensei que o meu post fizesse eco nacional, mobilizando amigos, conhecidos e outros anónimos, num extraordinário elo solidário, ora com roupas, ora com dinheiro entre depósitos e transferências”, garantiu com surpresa pelas 400 partilhas da publicação nas primeiras horas, lembrando que bastaram dois dias para o sacerdote reunir roupa suficiente.

“A residência do padre Gonçalves ardeu, mas as paredes nunca vão cair, porque não há espaço para conter o coração deste Homem/padre que tanto e bem tem feito a quem necessita. Ele abraça o mundo a cada segundo que passa mas, perante esta calamidade, necessita da partilha solidária de todos. E porque ficou sem nada, e as chamas foram mais fortes, vamos dar as mãos e ajudar a levantar a sua casa”. Foi com estas palavras que José Morgado fomentou nos internautas o apelo urgente a abraçar com carinho esta causa, que em poucos dias deu frutos.


João Polónia/Comércio & Notícias


domingo, 17 de dezembro de 2017

Paroquianos figuram Presépio Vivo e mostram o verdadeiro sentido do Natal pelas ruas da cidade

Nas Caldas da Rainha, o “Natal dos Sorrisos”, com a aproximação da quadra natalícia, está a mobilizar e a cativar cada vez mais pessoas, com eventos para todas as idades. E porque acima de tudo, segundo o município, “o melhor do Natal são as pessoas”, aos sábados de manhã a alegria é garantida e multiplica-se a animação em ambiente de festa.

Ontem, 16 de dezembro, os paroquianos saíram às ruas para manifestar o verdadeiro significado do Natal, formando um presépio vivo seguido de caminhada orante até à Igreja. O grupo composto pelos dois padres, jovens, adolescentes, crianças, catequistas e escuteiros, ladearam José e Maria que se apresentaram com um pequeno burro, motivo de atração perante os que se aproximavam. Durante o cortejo, até o Pai Natal, entoando os cânticos, quis ser fotografado junto dos jovens figurantes do presépio.

“Senhor neste tempo de Advento, ao querermos caminhar por esta tua cidade, permite que nós e todos os que se vão cruzar connosco, sintam a necessidade de caminhar para ti, deixando pelo caminho, os fardos que escravizam e impedem de fazer caminho. Que todos em breve Senhor cheguemos ao teu presépio com o coração purificado e cheios de alegria, porque houve encontro sério contigo”. Intercedeu o padre Joaquim Pedro Costa no início da celebração no centro da cidade, com o repto aos presentes a peregrinar o Advento com amor junto do próximo, para acolher Jesus “como nunca”.

O sacerdote convidou ainda os crentes a “arrumar a vida”, preparando a breve chegada de Deus, “sem medo”, porque ele vem para “facilitar tudo”. “Ouvimos nesta leitura, como eu desejo derrubar montes, como eu desejo que brote a água, como eu desejo que surja nascentes de esperança; é um Senhor que, tomando-nos pela mão nos diz, conta comigo”, sublinhou.

A poucos dias da celebração do Natal, o pároco deseja ver os católicos da cidade de “coração purificado, espírito renovado, com um alento novo” e com uma esperança ainda maior em Deus, certos de que Jesus nasça no mais íntimo de si mesmos, caso permitem que ele entre em seus corações.

Com estes sentimentos, “Senhor, eu vou permitir, como tu fazes a mim, que não haja transtornos nos caminhos dos outros, não prejudicarei ninguém, facilitarei a vida, e cada um para cada um proporcione a paz, a alegria e no encontro de uns com os outros, surja a esperança, porque Deus vem e ficará”, garantiu.

“É Natal é Natal tudo tem mais luz, alegria cristãos, já nasceu Jesus”, pôde ouvir-se entre cânticos acompanhados por instrumentos musicais. O cordão humano suscitou nas pessoas que passavam uma alegria contagiante, sinal do tempo litúrgico do Advento, que os fiéis se encontram a viver.

Já no interior da casa da família cristã caldense, o padre Alfredo Dionísio interpelou os paroquianos a meditar o evangelho para pedir ao Senhor que a caminhada de fé vivida “dê fruto espiritual, naqueles que encontrámos e em cada um de nós”.


João Polónia/Comércio & Notícias



quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Padre José Cruz celebra 25 anos de ordenação sacerdotal

“Te louvo Ó Mestre por me teres chamado a aprender contigo a vida. Perdoa-me pelas indecisões e pelas minhas ausências de amor, pelas fragilidades e incoerências. Clamo pela Tua graça, que sempre é mais em mim”. As palavras são do padre José Cruz, ao celebrar ação de graças pelos 25 anos de ordenação sacerdotal. Numa mensagem divulgada na página da ‘Eira da Paz e Alegria’ na rede social Facebook, o sacerdote recorda os passos do seu ministério pastoral, agradecendo a Deus os seus desígnios, e a todos aqueles que conheceu e se cruzou no caminho ao longo dos últimos 25 anos, permitindo-o “a aprender, a ser e a fazer como o mestre”, Jesus Cristo.

Com os olhos e o pensamento em Deus, o padre José Cruz descreveu os principais momentos da sua vida, que o marcaram no caminho da fé. No ambiente escolar, foi junto dos alunos, colegas e professores, que aprendeu a olhar o mundo e a vida, à luz da fé. Com ousadia, experimentou e construiu o dinamismo das primeiras comunidades cristãs, como pároco, em Arranhó e Santana da Carnota (Patriarcado de Lisboa), com responsabilidade na Equipa Vicarial de Alenquer para a Pastoral Juvenil, “semeando as sementes de fé em muitos recantos esquecidos”. Junto dos Imigrantes pôde saborear a riqueza da comunhão fraterna na diversidade de culturas.

Nos hospitais da CUF Descobertas e de Santo António dos Capuchos, do CHLC, na fragilidade dos que tem cuidado na doença, próximo dos seus colegas cuidadores, o padre salienta que a “aprendizagem do tempo e a vida”, tem transformado “o hospital numa terra de esperança”, lembrando  a  universidade, onde descobriu “novas artes de cuidar na doença, nas perdas e no luto”.

Na Eira da Paz e da Alegria, o testemunho contínuo do “regresso à casa do Pai de muitos que estavam longe de Deus”; as experiências de “partilha, oração e crescimento” no contacto com o movimento de espiritualidade conjugal Equipas de Nossa Senhora; a oportunidade de adquirir uma “diversidade e intensidade de vivências no crescimento espiritual” em terras de peregrinação, como, Fátima, Jerusalém, Medugorje, Roma, Santiago e Taizé, são também testemunhos recordados com emoção.

“Eu sei Senhor, que mesmo no meu esquecimento de Ti, Tu És e estás eternamente comigo. À Tua mesa, na Tua Ceia de amor, as nossas diferenças transformam-se em comunhão, saciamos todos a nossa fome e a nossa sede; a paz e a alegria aprendem uma nova aurora. O teu Espírito Santo inspira sabedoria, cura, congrega e anima esperança, fazendo presente a Tua eternidade. Ó Mestre, Tu És o caminho, a verdade e a vida! Ensina-me a colocar diante do Teu espelho, a ser Tua genuína imagem e semelhança. A ser criança de Deus Menino; a aprender a ser e a fazer sempre em Ti!”, certifica o padre José Cruz, na pagela comemorativa, divulgada na Internet.

No passado dia 1 de dezembro, dia de aniversário sacerdotal, o padre José Cruz presidiu a Eucaristia em ação de graças pelos 25 anos de presbítero, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Moita dos Ferreiros, preenchida por paroquianos, familiares e amigos. Seguiu-se um almoço partilhado e de confraternização com as famílias no Centro de Cultura e Recreio daquela localidade.

A Eira da Paz e Alegria, na localidade de Moita dos Ferreiros, Lourinhã, é formada por um grupo de cristãos ecuménicos constituído por crianças, jovens, adultos e idosos que partilham a vida, experimentam o acolhimento, edificam a paz e anunciam a alegria com base na promoção da dignidade da pessoa humana. Pelo dom da fé e com a graça do amor de Deus, que habita em seus corações, esta comunidade acolhe famílias crentes e não crentes, homens e mulheres de boa vontade.


João Polónia / Comércio & Notícias | foto Eira da Paz e Alegria