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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Santarém: D. José Traquina aponta vida consagrada como um “grande tesouro” na Igreja e apela jovens a viver com “humildade” encontros em Taizé

“Nós precisamos de dar um testemunho de bem neste mundo, portanto, a Igreja conta com os Consagrados porque fazem parte do seu coração, eles estão no centro da espiritualidade e deste bem que é a presença de Deus”. A afirmação é de D. José Traquina, no dia do Consagrado, em declarações ao Comércio & Notícias, qualificando a vida consagrada como um “grande tesouro” na Igreja.

O Bispo da Diocese de Santarém revelou que o dia motivou os Consagrados a uma “fidelidade a Jesus Cristo”, segundo o carisma de cada um, lembrando-os a tomarem “um olhar atento” à realidade que os envolve, e às necessidades da Igreja para com o próximo.

Em Alcanena, durante uma semana, os religiosos e religiosas viveram em comunidade, conviveram com paroquianos, convidando-os para vigílias de oração, visitas e diversas atividades de contacto, conhecimento e reconhecimento, com oportunidades de testemunho entre ambos.

Contactando com sete congregações femininas e três institutos missionários de sacerdotes, Vicentinos, Monfortinos e Combonianos; o prelado destacou com gratidão o testemunho dos cristãos e cristãs de especial consagração, que diariamente contribuem para esta realidade diocesana, quer através da oração contemplativa ou da ação missionária.

Na Eucaristia por ocasião da festa litúrgica da Apresentação do Senhor, a 2 de fevereiro, que este ano foi presidida por D. José Traquina, pela primeira vez enquanto bispo diocesano, uma grande parte dos Consagrados da diocese de Santarém, renovaram os seus votos e alegraram-se por receberem a bênção de Deus para as suas vidas.

“Hoje foi um dia muito feliz e alegre, de louvor, agradecimento e ação de graças, com momentos de testemunho bonitos, convívio, terminando com uma refeição partilhada, que a comunidade de Alcanena preparou para os Consagrados e todos os presentes. Viemos de lá muito contentes”, manifestou.

Instituído oficialmente por João Paulo II em 1997, o Dia da Vida Consagrada é celebrado pela Igreja no dia da Festa litúrgica da Apresentação do Senhor.

Também na noite de 2 de fevereiro, o Convento de São Francisco em Santarém, encheu-se de luz e acolheu uma vigília de oração de Taizé dinamizada pelos movimentos e associações juvenis da diocese. Centenas de diocesanos e suas famílias foram convidados a refletir, e a rezar pelos jovens estudantes, que decidiram trocar as férias de Carnaval por uma viagem àquela comunidade ecuménica em França, na procura de experiências de encontro e de respostas para os seus maiores anseios.

D. José Traquina surpreendeu os participantes com a sua presença no final do encontro, exortando-os a viver a “luz de Cristo, segundo a Sua graça”, deixando que essa experiência luminosa “repasse com amor”.

“É um desafio que nos leva a valores elevados, o valor do amor, da amizade cristã, da oração. Se tivermos ao longo da nossa vida esta capacidade de resposta, de, rezar e contemplar, torna-mo-nos nós próprios presença de Deus”, apontou.

Segundo o responsável, “o deixar-se inundar por esta luz”, suscita a capacidade de contemplar e de deixar-se purificar.

O Bispo da Diocese de Santarém pediu à juventude ali presente motivada a outros momentos de oração, “a uma experiência juvenil de abertura do coração e da vida a Deus”, para contemplar as ocasiões com “humildade”, porque todos os momentos proporcionados são iniciativas de Deus; e “quando tocadas no coração, são para realizar o que é bom, o que vale a pena”.

“Nossa Senhora nos acompanha, eu peço que rogue por vós. Rezo pelos jovens da nossa diocese, dos diversos movimentos, dos muitos que vão a Taizé, que sintam de perto a grande graça do chamamento de Deus nas suas vidas, e disponde o vosso coração, o vosso sonho, a vossa alma a voos altos do projeto de Deus”, sublinhou.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)

(notícia publicada no Comércio & Notícias a 13 de fevereiro de 2018)



quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Eucaristia em Santa Susana – Landal integra cante alentejano e apela à construção da comunidade sob o ritmo do coração solidário

Na primeira passagem por terras da região Oeste, o Grupo Coral e Etnográfico Cubenses Amigos do Cante iniciou a Eucaristia dominical entoando o cante alentejano ‘O Bom Pastor’, em Santa Susana, freguesia de Landal, concelho de Caldas da Rainha, no passado 28 de janeiro. O padre José Gonçalves exortando os crentes à “construção” da comunidade sob “o ritmo do coração solidário”, valorizou a “força da partilha” dos que “entendem” que quando existe “uma necessidade maior”, fazem tudo para que a resposta seja sempre “presente”.

“Não tenhamos medo destas realidades, tenhamos medo sim em dizer mal dos outros, esse é o curto-circuito que fazemos ao bem comum”, afirmou, pedindo aos presentes para que o seu coração não se endureça, “não fique duro” aos gestos de paz, de verdade, fraternidade e de solidariedade.

Segundo o sacerdote, o primeiro cante entoado pelos habitantes de Cuba, que tem como refrão, ‘Cristo Senhor és o guia, o Bom Pastor que me conduz, a minha vida e a minha luz’, dá a todos os cristãos “força para caminhar no meio dos trambolhões da vida”. “Jesus Cristo é sem dúvida o nosso refúgio, fortaleza e amparo”, acrescentou.

Na homilia, o padre José Gonçalves disse que a liturgia daquele domingo evoca à temática da escuta e do escutar: ‘Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações’. Pedindo aos fiéis para serem “tutores da paz, da alegria e do abraço do perdão”, o responsável desejou que esta voz da verdade fique gravada no coração de cada um, faça história nas suas vidas e percurso de existência no mundo.

“A solidariedade é a maneira simpática e muito bonita como nós devemos crescer e viver em sociedade. A solidão não gera nada, o egoísmo ainda menos, o orgulho e a vaidade a todos nos desunem”, alertou.

Para o sacerdote é necessário saber escutar e memorizar a mensagem no coração, para que de “coração transformado”, se entenda cada vez mais a “dinâmica do bem”. “O mau feitio de dizer mal dos outros, o mau feitio de pensar coisas menos positivas, o mau feitio de só agarrarmos aos bens materiais, à fama, ao poder, aos privilégios; azedam na nossa relação humana”, frisou.

Lembrando as palavras do Papa Francisco, na sua recente intervenção, o padre José Gonçalves disse que a força do voluntariado é capaz de converter o mundo tão orgulhoso. “Dando bofetadas sem mão, os voluntários interrogam o mundo egoísta, que se dinamiza pelos interesses e bens”, reforçou.

O presbítero manifestou ainda que a Palavra de Deus “incomoda”, porque quem se agarra a ela tem de dar uma “grande volta à vida, tem de dar volta ao seu coração”.

“Muitas pessoas vivem ao abrigo da ganancia, da corrupção, em função dos interesses financeiros, na procura desmedida dos cargos e estatutos sociais, provocando tantas guerras, violência e conflitos; esses ainda não entenderam o que é a Palavra de Deus”, indicou.

Caracterizando as obras de misericórdia como “o verdadeiro tecido social e humano”, na convivência de uns para com os outros, o responsável pediu à comunidade paroquial para dar cada vez mais importância ao que “gera e constrói o verdadeiro edifício da verdade”.

No final da celebração eucarística, os Amigos do Cante louvaram a padroeira de Portugal, dedicando o seu cante a Santa Susana, a qual dá nome àquela pequena localidade da freguesia do Landal. Já no exterior, e perfilados na escadaria da capela, o grupo convidou os cristãos a ouvir e a meditar o tradicional ‘Cante ao Menino’. Três cânticos religiosos entoados pelo grupo alentejano, que suscitou na comunidade paroquial, o gosto por esta tradição polifónica, fomentando o silêncio e o auxílio na interiorização das suas preces.

O dia “grande” vivido em comunidade, foi marcado também por um almoço solidário, que reverteu fundos para a reconstrução da residência paroquial, recentemente consumida pelo fogo, ao desalojar este pároco das paróquias de A-dos-Francos, Landal e São Gregório do Patriarcado de Lisboa.

Em declarações ao Comércio & Notícias, o padre José Gonçalves disse que a liturgia hoje tem espaço para todas as vozes e deve promover, “com abertura suficiente”, todas as tradições musicais do nosso país.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) elegeu o Cante alentejano como Património Imaterial da Humanidade em 2014. No entender deste sacerdote, se o Cante encanta multidões e tem elevo junto da comunidade internacional, também a Igreja Católica deve acolher o seu cantar no aspecto litúrgico, da mesma forma como já acontece com o Fado.

“Se não tiver lugar, considero que a liturgia escapa aquilo que são as pessoas, no fundo é também para as pessoas e não só para Deus. Nós precisamos da liturgia para crescer na fé, para crescer na alegria, para crescer na fraternidade, conforme Deus nos aconselha”, alertou.

O pároco clarificou que não se pretende cantar canções extra religiosas, mas sim cânticos que são “expressão de um povo”, mesmo a nível cristão, que ao longo da sua história se tornou presente com letras e músicas; “esse mesmo sentido é o palpitar da fé”.

Ao Comércio & Notícias, o padre José Gonçalves revelou ainda que foi com “emoção e imensa alegria” que ouviu o Cante dedicado a Nossa Senhora, com adaptação da letra, evocando também Santa Susana. “Fiquei comovido perante o cantar desta gente que apesar de tudo, gente já idosa, com dores no corpo e alguns achaques, mas que cantaram de uma maneira tão sublime e tão encantadora, que até nos inspira tanta espiritualidade”, confessou, lembrando que o ditado popular ‘cantar é rezar duas vezes’ continua bem presente e “ajuda-nos a interiorizar mais a sua palavra”.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)

(notícia João Polónia publicada no Comércio & Notícias a 1 de fevereiro de 2018)

http://comercioenoticias.pt/2018/02/01/eucaristia-em-santa-susana-landal-integra-cante-alentejano-e-apela-a-construcao-da-comunidade-sob-o-ritmo-do-coracao-solidario/


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Nazaré: Cardeal-Patriarca exorta comunidade paroquial de Famalicão a fazer da igreja “morada de Cristo para muita gente”

D. Manuel Clemente pediu aos paroquianos de Famalicão, na Nazaré, que a sua casa de oração seja “morada de Cristo para muita gente”. Na Eucaristia comemorativa dos 50 anos da construção da igreja paroquial e sagração do altar novo, no passado 14 de janeiro, o Cardeal-Patriarca garantiu que a evangelização acontece, porque quem tem uma experiência forte de Cristo, alimentada pela palavra e sacramentos, “não é capaz de a calar, oferece-a aos outros”.

“Para esta igreja paroquial de Famalicão, onde através do acolhimento que se faça, onde através da Palavra de Deus que se proclama, onde através da catequese e dos sacramentos, onde através de tudo seja a morada de Cristo para muita gente”, expressou D. Manuel Clemente, manifestando a sua “alegria” por presidir à celebração. No segundo contacto com a comunidade paroquial, este ano pastoral, o responsável lembrou ainda as “boas e gratas recordações” vividas nesta paróquia, em diversas passagens ao longo da sua vida sacerdotal e episcopal.

O Cardeal-Patriarca deu os parabéns ao padre Manuel Borges, que era o pároco na altura, e também “a todos os que aqui estão e os que já cá estavam e que ajudaram a erguer esta igreja”, nesta paróquia da Vigararia de Alcobaça/Nazaré, presentemente cuidada ao prior Paolo Lagatta, e ao seu coadjutor Salvatore Forte, ambos jovens sacerdotes italianos.

Testemunhado na primeira pessoa, o padre Manuel Borges recordou os tempos de pároco e explicou que há 50 anos a igreja passou de reconstrução para construção. “Quando começamos a obra para reconstruir, percebemos que não tinha capacidade, e então num mês, o secretariado do Patriarcado de Lisboa fez um novo projeto para construir a nova igreja, ficou apenas a torre que ainda se mantém, todo o resto é novo”, manifestou. Lembrando “o esforço maravilhoso” da comunidade e população da localidade, o sacerdote revelou que os 12 anos ao serviço das paróquias de Famalicão e de Alfeizerão, representaram “as experiências mais bonitas” da sua vida. O padre Borges recordando com saudade, agradeceu a todos, de modo particular aos que já partiram, e suas famílias, no auxílio da edificação da nova casa, “que ainda hoje se mantém acolhedora”.

D. Manuel Clemente foi recebido no adro da igreja em ‘guarda de honra’ pelos escuteiros e acólitos, descerrou uma placa comemorativa dos 50 anos da dedicação daquele templo, e deixou uma mensagem no livro de honra. O Cardeal-Patriarca de Lisboa recebeu ainda a oferta de uma Imagem de Nossa Senhora da Vitória, criada por uma artesã local.


“Pedir a Deus o dom da comunhão, para que todos nos tornássemos pedras vivas da Igreja do Senhor”

Em declarações ao Comércio & Notícias, o pároco Paolo Lagatta disse que a celebração dos 50 anos serviu para dar uma oportunidade à comunidade paroquial de se “entender novamente sob o espírito da comunhão”.

“De fato, antes de celebrar um acontecimento exterior, na medida que faz referência às obras de construção da igreja, foi importante um olhar mais interior: pedir a Deus o dom da comunhão, para que todos nos tornássemos pedras vivas da Igreja do Senhor”, sublinhou.

Paolo Lagatta revelou que recebeu “com grande alegria e surpresa” a presença do Cardeal-Patriarca D. Manuel Clemente nesta celebração, sendo que já tinha estado na tomada de posse, em setembro. Também importante, para o jovem presbítero, foi “a presença e o testemunho” do padre jubilado da Diocese de Santarém, Manuel Borges, pároco de Famalicão na altura da construção da igreja.

“Foi muito graças à generosidade do povo, que com muitos esforços e donativos, concluíram o projeto. Era conhecida a «campanha do ovo» onde cada família oferecia um ovo por semana para ser vendido de modo a angariar fundos para a construção”, realçou.

O jovem italiano caracterizou o dia festivo como um momento importante, evidenciando três razões ao Comércio & Notícias.

A primeira, para dar graças a Deus, e celebrar a missa como ponto alto. “A Eucaristia é precisamente esta resposta do homem à intervenção de Deus na história que salva. Ação de graças porque Deus suscitou ao longo dos tempos a fé, que se mantém hoje como testemunho visível da paróquia”, declarou.

“A importância de fazer memória, sem a qual, no dizer do Papa Francisco, perdemos a nossa identidade cristã”. Neste sentido, a paróquia criou uma exposição temática evocativa dos 50 anos da igreja, no centro pastoral, intitulada ‘nós somos as pedras vivas’. Este espólio reúne documentos, alfaias e imagens sagradas, divididas por várias áreas, desde do batismo, sacramento de iniciação cristã (com particular destaque à pia batismal), até à Eucaristia, “fonte e cume de toda a vida”, com uma reconstrução do altar antigo da igreja primitiva. Nesta exposição também se pode consultar arquivos históricos e sobretudo fotografias, concedidas pela população local.

Por último, o pároco explicou que a Páscoa de Jesus Cristo, da qual “o Evangelho é testemunha”, não é uma realidade “estática”, mas “dinâmica”, “pelo que não consideramos este momento como um ponto de chegada, mas como um novo ponto de partida, para que sempre e com mais vigor, o anúncio da Boa Nova possa chegar mais longe e faça da comunidade paroquial as pedras vivas, edificadas como Casa espiritual”.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto)

(notícia João Polónia publicada no Comércio & Notícias a 26 de janeiro de 2018)


fotos - Paróquia Nossa Senhora da Vitória de Famalicão


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Eucaristia de abertura da Visita Pastoral à Vigararia de Torres Vedras evoca ao anúncio de Cristo “que ninguém consegue calar”

O Cardeal-Patriarca sustentou que “ninguém é capaz de calar” uma “experiência viva” de Cristo, que se “desencadeia e transmite”, levando os crentes a assumir a sua identidade na Igreja e no mundo. Na Eucaristia de abertura da Visita Pastoral à Vigararia de Torres Vedras, sob um programa “simples e belo”, D. Manuel Clemente exortou os cristãos das vinte paróquias da vigararia, a anunciar e testemunhar Jesus, “reconhecendo-se a si próprio”, contagiando a sua “vida à partilha”.

Recordando que no tempo dos primeiros séculos do cristianismo, demorou a que houvesse “autorização oficial para ser cristão”, o Patriarca de Lisboa lembrou que passados três séculos daquele império romano, quando as realidades começaram a acontecer, ainda assim, “ninguém os calou”.

“Nós aqui estamos muito bem, pudera, não havíamos de estar bem em Torres Vedras”, manifestou o torriense D. Manuel Clemente.

Também neste domingo, 14 de janeiro, o Papa Francisco instituiu o Dia Mundial do Migrante e Refugiado. Para o Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, hoje em dia no mundo inteiro, existem cada vez mais cristãos a serem submetidos a diversas formas de perseguição. “Neste momento e dia, tantos irmãos nossos que arriscam a vida, mas arriscam mesmo, para se reunirem em alguma casa, quer para celebrarem a Eucaristia, como para transmitirem a sua palavra e o evangelho”, sublinhou.

Cada uma das paróquias desta vigararia, “transporta, em cada um, tanta coisa difícil, tanta coisa pesada e alheia, que espera redenção”. Segundo o responsável da Diocese de Lisboa é através do exemplo de Jesus Cristo “que nos faz viver de outra maneira”, e de uma “paz profunda”, que a reconciliação pode acontecer entre cristãos, utilizando toda a atividade evangelizadora e catequética.

Depois da ressurreição de Jesus Cristo, quando a história da Igreja o recomeça, o Cardeal-Patriarca pede a cada igreja e a cada uma das comunidades, que saibam responder sempre, “não temos ouro nem prata para dar, temos o nome e a pessoa de Jesus“. Que todo o ato catequético, palestra e conversa, pregação, homilia, em igrejas paroquiais e nas outras “igrejas domésticas” de cada família cristã, “se anuncie Jesus”, apelou.

Numa homilia espontânea e próxima, diante os seus conterrâneos, no Centro Pastoral de Torres Vedras, D. Manuel Clemente partilhou um episódio pessoal. “Reencontrei há tempos aqui um colega do meu grupo de catequese, nos anos 50, e perguntei-lhe se ele continuava a ir à missa; ele respondeu-me que sim, porque ‘com Jesus a conversa nunca mais acaba’”, revelou, justificando que as palavras dadas à sua questão, são hoje “teologia boa”.

“Às vezes contrista-me, eu próprio, e às vezes também, como nós passamos assim tão ao lado dos sinais da presença viva de Cristo ressuscitado nas nossas igrejas, distraídos ao sacrário e à palavra. É como acontece na nossa vida, os outros estão, mas se nós não dermos por eles, é como se não estivessem”, declarou.

“Os gestos simples representam a sua figura, que acolhe, que reconcilia, que consagra. Que o silêncio acolha, respeite, e tudo o que nós façamos convirja para Cristo; e depois a partir dele se aplique como uma companhia e uma presença demorada”, acrescentou, lembrando a azafama desmedida de muitas pessoas, na procura “de tantas coisas complicadas, para fazer o que deveria ser tão simples”.

Foi “a partir de Deus” e com dicas simples e práticas, que o Patriarca de Lisboa e seus Bispos Auxiliares, D. Joaquim Mendes e D. Nuno Brás, começaram a Visita Pastoral à Vigararia de Torres Vedras. Reunindo o clero, conselhos pastorais e comissões das igrejas das 20 paróquias, que compõem esta vigararia, a Eucaristia de abertura, participada pelos paroquianos, marcou a primeira ação do evento, que decorrerá até 11 de março, com o tema ‘Palavra e Missão’.

“Quando nós voltarmos a encontrar, daqui a dois meses, na conclusão desta visita pastoral, certamente, nestas palavras que vivemos e nas experiências que vamos tocando, tudo isto terá mais preenchimento nas nossas vidas, e muito fruto da tal Nova Evangelização, que tanta gente está à espera”, concluiu D. Manuel Clemente.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)

(notícia João Polónia publicada no Comércio & Notícias a 18 de janeiro de 2018)

http://comercioenoticias.pt/2018/01/18/eucaristia-de-abertura-da-visita-pastoral-a-vigararia-de-torres-vedras-evoca-ao-anuncio-de-cristo-que-ninguem-consegue-calar/


sábado, 13 de janeiro de 2018

Cardeal-patriarca abre Visita Pastoral à Vigararia de Torres Vedras este domingo

É já amanhã, 14 de janeiro, pelas 15h00, no Centro Pastoral de Torres Vedras, que o cardeal-patriarca vai começar a Visita Pastoral àquela vigararia do Patriarcado de Lisboa, até ao dia 11 de março, com o tema ‘Palavra e Missão’.

Segundo comunicado enviado ao Comércio & Notícias, a cerimónia de abertura dá-se com um encontro com o clero, conselhos pastorais paroquiais e comissões das igrejas; seguida de Eucaristia, pelas 17h30, presidida por D. Manuel Clemente, aberta a todos os que desejarem participar.

Entre 31 de janeiro e 10 de março, o Patriarca de Lisboa vai encontrar-se, por exemplo, com autarcas, catequistas, famílias e jovens. D. Manuel Clemente abre o ciclo de conferências marcadas para as 21h30, a começar na quarta-feira, 31, com o meio empresarial, no salão paroquial de Ponte de Rol; e conclui com a juventude no Centro Pastoral de Torres Vedras. No mês de fevereiro, recebe o grupo de Catequistas no auditório do Externato de Penafirme, em A-dos-Cunhados; o sector da Pastoral Social no salão de festas da paróquia da Silveira; e a Liturgia na Casa do Povo de Ramalhal. O Centro de Espiritualidade do Turcifal e o Centro Pastoral de Torres Vedras acolhem a Família e os Autarcas, nos dias 2 e 9 de março, respectivamente.

As ações da Visita Pastoral às paróquias da vigararia, durante os dois meses, ficam a cargo dos Bispo Auxiliares, D. Joaquim Mendes e D. Nuno Brás. Nos dias, 16 a 21 de janeiro (Torres Vedras, Outeiro da Cabeça e Campelos); 23 a 28 de janeiro (Matacães, Carvoeira e São Domingos de Carmões); 30 de janeiro a 4 de fevereiro (Silveira e São Pedro da Cadeira); 6 a 11 de fevereiro (A-dos-Cunhados, Vimeiro, Monte Redondo e Maxial); 14 a 18 de fevereiro (Dois Portos, Runa e São Mamede da Ventosa); 23 a 25 de fevereiro (Freiria); 27 de fevereiro a 4 de março (Ponte do Rol); e 6 a 10 de março (Ramalhal e Turcifal).

O cardeal-patriarca fará o encerramento da Visita Pastoral no dia 11 de março, em Eucaristia pelas 16h00 no pavilhão Multiusos de Torres Vedras. Uma Jornada Penitencial Vicarial marca a conclusão do evento do Patriarcado de Lisboa, com a realização de uma via sacra, desde das 14h00, a partir de três pontos distintos, da cidade até ao pavilhão.

A abertura da Visita Pastoral à Vigararia de Torres Vedras do Patriarcado de Lisboa, a realizar no próximo domingo, contará com transmissão em direto na página do Comércio & Notícias, da rede social Facebook. Acompanhe!


João Polónia/Comércio & Notícias

(notícia João Polónia publicada no Comércio & Notícias a 13 de janeiro de 2018)

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Padre José Cruz celebra 25 anos de ordenação sacerdotal

“Te louvo Ó Mestre por me teres chamado a aprender contigo a vida. Perdoa-me pelas indecisões e pelas minhas ausências de amor, pelas fragilidades e incoerências. Clamo pela Tua graça, que sempre é mais em mim”. As palavras são do padre José Cruz, ao celebrar ação de graças pelos 25 anos de ordenação sacerdotal. Numa mensagem divulgada na página da ‘Eira da Paz e Alegria’ na rede social Facebook, o sacerdote recorda os passos do seu ministério pastoral, agradecendo a Deus os seus desígnios, e a todos aqueles que conheceu e se cruzou no caminho ao longo dos últimos 25 anos, permitindo-o “a aprender, a ser e a fazer como o mestre”, Jesus Cristo.

Com os olhos e o pensamento em Deus, o padre José Cruz descreveu os principais momentos da sua vida, que o marcaram no caminho da fé. No ambiente escolar, foi junto dos alunos, colegas e professores, que aprendeu a olhar o mundo e a vida, à luz da fé. Com ousadia, experimentou e construiu o dinamismo das primeiras comunidades cristãs, como pároco, em Arranhó e Santana da Carnota (Patriarcado de Lisboa), com responsabilidade na Equipa Vicarial de Alenquer para a Pastoral Juvenil, “semeando as sementes de fé em muitos recantos esquecidos”. Junto dos Imigrantes pôde saborear a riqueza da comunhão fraterna na diversidade de culturas.

Nos hospitais da CUF Descobertas e de Santo António dos Capuchos, do CHLC, na fragilidade dos que tem cuidado na doença, próximo dos seus colegas cuidadores, o padre salienta que a “aprendizagem do tempo e a vida”, tem transformado “o hospital numa terra de esperança”, lembrando  a  universidade, onde descobriu “novas artes de cuidar na doença, nas perdas e no luto”.

Na Eira da Paz e da Alegria, o testemunho contínuo do “regresso à casa do Pai de muitos que estavam longe de Deus”; as experiências de “partilha, oração e crescimento” no contacto com o movimento de espiritualidade conjugal Equipas de Nossa Senhora; a oportunidade de adquirir uma “diversidade e intensidade de vivências no crescimento espiritual” em terras de peregrinação, como, Fátima, Jerusalém, Medugorje, Roma, Santiago e Taizé, são também testemunhos recordados com emoção.

“Eu sei Senhor, que mesmo no meu esquecimento de Ti, Tu És e estás eternamente comigo. À Tua mesa, na Tua Ceia de amor, as nossas diferenças transformam-se em comunhão, saciamos todos a nossa fome e a nossa sede; a paz e a alegria aprendem uma nova aurora. O teu Espírito Santo inspira sabedoria, cura, congrega e anima esperança, fazendo presente a Tua eternidade. Ó Mestre, Tu És o caminho, a verdade e a vida! Ensina-me a colocar diante do Teu espelho, a ser Tua genuína imagem e semelhança. A ser criança de Deus Menino; a aprender a ser e a fazer sempre em Ti!”, certifica o padre José Cruz, na pagela comemorativa, divulgada na Internet.

No passado dia 1 de dezembro, dia de aniversário sacerdotal, o padre José Cruz presidiu a Eucaristia em ação de graças pelos 25 anos de presbítero, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Moita dos Ferreiros, preenchida por paroquianos, familiares e amigos. Seguiu-se um almoço partilhado e de confraternização com as famílias no Centro de Cultura e Recreio daquela localidade.

A Eira da Paz e Alegria, na localidade de Moita dos Ferreiros, Lourinhã, é formada por um grupo de cristãos ecuménicos constituído por crianças, jovens, adultos e idosos que partilham a vida, experimentam o acolhimento, edificam a paz e anunciam a alegria com base na promoção da dignidade da pessoa humana. Pelo dom da fé e com a graça do amor de Deus, que habita em seus corações, esta comunidade acolhe famílias crentes e não crentes, homens e mulheres de boa vontade.


João Polónia / Comércio & Notícias | foto Eira da Paz e Alegria

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Santarém: Escalabitanos recordam Senhora da Conceição como padroeira da Diocese e de Portugal

O Bispo de Santarém exortou os diocesanos a assumir a vida como uma “missão”, capazes de renovarem o seu “sim” com “amor” e “alegria”, no “encontro pessoal” com a Virgem Maria. Na Eucaristia por ocasião da Solenidade da Imaculada Conceição, no passado 8 de dezembro, na Sé Catedral de Santarém, D. José Traquina evocou a revelação do anjo como o “despontar do tempo novo” em que Deus quer estar perto de todos.

“Não permitamos que nos roubem esta alegria”, alertou o novo responsável, incentivando para que este Advento, o período de preparação para o Natal, já iniciado, seja marcado por sentimentos de júbilo, de fraternidade e de paz, na expectativa do nascimento de Jesus Cristo no coração de cada um dos fiéis.

É através do “mais perfeito exemplo” da Virgem Mãe, que “sempre que dizemos sim à vontade de Deus, estamos a colaborar com uma possibilidade de bem que nos supera”, permitindo que “Deus chegue onde quer chegar”, sustentou o bispo diocesano.

“Para todos os cristãos católicos com fé, Nossa Senhora, não é uma figura do passado. Ela faz parte da nossa história presente. É a Mãe, nossa confidente e conhece os nossos segredos. Com Nossa Senhora sentimo-nos bem acompanhados”, sublinhou, convidando a contemplar nela a vocação e o seu modelo do que é ser cristão.

Na sua homilia, D. José Traquina disse que Nossa Senhora da Conceição tem “especial significado” para Santarém, porque a Diocese adotou-a como Padroeira e atribuiu a dedicação mariana à igreja Catedral, consagrando-a de “maior força” na história da fé cristã em Portugal. Caracterizada como “pessoa humana, mais excelente de santidade de vida e perfeição moral”, a Virgem Maria, neste dia litúrgico é também recordada com o título de mãe espiritual dos portugueses.

Segundo o Bispo de Santarém, a celebração do centenário das Aparições de Nossa Senhora aos Pastorinhos em Fátima, veio recordar aos católicos do mundo inteiro, o “grande sinal e privilégio”, para a Igreja em Portugal, confirmando o pedido insistente aos jovens videntes: “a conversão de coração à vontade de Deus e a oração pela Paz”.

“Rezar pela nossa renovação espiritual e pela paz, não é uma fuga do mundo é uma graça que nos leva a interessarmo-nos mais pela sociedade, pela concórdia e pelo bem de todos”, evidenciou com o repto aos presentes, a serem cada vez mais cristãos à maneira de Maria, assumindo “a vida como uma missão”, manifestando interesse pelo bem do próximo, “tornando presente no mundo o Amor de Deus, que por Cristo é derramado em nossos corações”.


João Polónia / Comércio & Notícias



domingo, 10 de dezembro de 2017

Confissões de Advento nas Caldas da Rainha

A paróquia de Caldas da Rainha divulgou hoje, nas suas missas, os horários em que os crentes podem receber o sacramento da penitência, durante o tempo de preparação para o Natal.

A Igreja Católica assinalou no passado dia 3 de dezembro, o começo de um novo ano no seu calendário litúrgico, que inicia com o chamado tempo de Advento, incluindo os quatro domingos anteriores ao Natal. O Advento, cuja palavra de origem latina significa “vinda” ou “chegada”, é um tempo penitencial marcado pelo convite à vigilância, arrependimento e reconciliação com Deus. A coroa de ramos verdes com quatro velas, que se acendem a cada domingo, bem como na armação do presépio, são práticas cristãs atuais manifestadas em muitas das comunidades paroquiais neste período de reflexão.

Nas Caldas da Rainha, na Igreja Nossa Senhora da Conceição, as confissões de advento iniciam já na próxima quarta-feira, 13 de dezembro, das 10h00 às 12h00 e das 14h30 às 18h30.

Dia 22 de dezembro, sexta-feira, das 15h00 às 18h30; com celebração comunitária penitencial pelas 21h15.

Os párocos não se esqueceram das crianças e dos idosos da cidade, e dedicam-lhes celebrações para uma maior mobilização e participação. As confissões serão administradas aos catequizandos do 4º ao 8º catecismo nos dias, 13, das 14h30 às 18h30, e 22, das 15h00 às 18h30. Os adolescentes do 9º e 10º ano de catequese serão integrados, também na sexta-feira 22, na celebração noturna paroquial. Aos idosos, os sacerdotes celebram o sacramento na próxima terça-feira, 5 de dezembro pelas 15h00, no lar da Sónia; dia 12 pelas 15h00 no lar D. Dinis; dia 15 às 10h30 no lar do Centro Social Paroquial, com Eucaristia; dia 19 pelas 11h00 no lar do Montepio Rainha Dona Leonor; terminando no dia 20 pelas 11h00 no lar da Crocha.


João Polónia/Comércio & Notícias



sábado, 9 de dezembro de 2017

Eucaristia dos Bombeiros Voluntários de Rio Maior na celebração dos seus 125 anos

Na Solenidade da Imaculada Conceição, feriado em Portugal, a 8 de dezembro, os Bombeiros Voluntários de Rio Maior participaram na missa paroquial, em ação de graças pelo 125º aniversário de associação humanitária. Os soldados da paz consagraram à padroeira o seu serviço, lembrando “todos aqueles que perderam as suas vidas e os seus bens, naquele que consideramos ter sido o pior ano em incêndios florestais”. “São 125 anos de história, marcados pela solidariedade e amor ao próximo, independentemente de crenças, rostos de pele, grandezas e estatutos sociais”, sustentou o comandante Paulo Cardoso.

Durante a consagração desta Eucaristia na igreja matriz, ressoou o toque de continência entoado por alguns elementos da fanfarra dos bombeiros. No momento solene foram recordados os falecidos do mundo inteiro, as vítimas dos incêndios, os pobres, os doentes, os presos, os desempregados, os que não encontram ninguém que os acolham e os amem.

No final da celebração, o pároco frei Paolo Beretta revelou que o gesto musical proporcionado pela fanfarra provocou uma “expulsão de vida nova”, e exortou os crentes a interceder a proteção de Nossa Senhora, continuando a olhar para Maria como “modelo de santidade, de acolhimento e de serviço”. “Que neste tempo de Advento, Aquela que gerou a vida, possa permitir a cada um de nós, gerar a vida do seu filho Jesus”.

Ao celebrar o dia de Nossa Senhora da Conceição, e por aquele dia repleto de simbolismo, outrora caracterizado como dia da mãe e da família, Isaura Morais, presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, numa breve mensagem, dirigiu palavras de agradecimento aos familiares de todos os bombeiros e bombeiras, pelo sacrifício das suas vidas no auxilio ao próximo, lembrando corpos sociais e fanfarra.

“Neste dia dos 125 anos desejo à Associação Humanitária Bombeiros Voluntários de Rio Maior muitos e felizes anos de vida. Sem dúvida que a farda é bela e única, como tão bela é a nossa fanfarra, que aqui hoje nos encantou com a sua atuação musical”, afirmou.

“Sabemos que este ano está marcado nas nossas memórias no que toca aos incêndios, mas enalteço também, o serviço prestado no socorro, no transporte de doentes e no auxílio à nossa comunidade”, sublinhou a autarca, lembrando a representação que faz na área da proteção civil, no contacto próximo com a população.


João Polónia / Comércio & Notícias



quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Caldenses preparam festa da padroeira em novena de oração

Para celebrar a festa litúrgica da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria a 8 de dezembro, feriado em Portugal, a paróquia das Caldas da Rainha iniciou, esta noite, uma vigília de oração na igreja matriz que lhe é dedicada. São oito, os restantes dias, que os católicos da cidade têm oportunidade de venerar a padroeira, com um programa especial de tempos de consagração.

“Nossa Senhora aproximou-se de nós, para nos ver mais de perto, e, saudando-nos, entender se estamos mais parecidos com ela”, revelou o pároco.

A poucos dias de começar o Advento, a caminhada de preparação para o Natal, esta novena em louvor à padroeira vem reafirmar a esperança dos fiéis, de modo a que todos possam aprender a preparar os caminhos do seu filho, abrindo o coração à luz que vai chegar. “Façamos por nós, pela nossa comunidade paroquial, por todos desta cidade e por todo o povo, crente e não crente, uma entrega total a Nossa Senhora”, pediu.

“Neste primeiro dia de novena, Cristo dá a Maria, a missão de calcar o mal. Chamando pelo nome, procura-nos e diz incessantemente: Eu sou a tua mãe, amo-te muito, quero me encontrar contigo, quero conquistar o teu coração”, sustentou o sacerdote, lembrando às mães ali presentes, que “uma boa mãe faz tudo pelos seus filhos”.

O responsável confirmou que Nossa Senhora e Jesus Cristo não desistem dos crentes, e ambos continuam a lutar para que a humanidade se molde e converta à “Senhora da Alegria”. “Ó Mãe Santíssima, continua à procura, e trá-los ao caminho, à luz de Cristo”, intercedeu.

“Que amanhã nos posemos encontrar aqui, para continuar no louvor, na meditação e na oração, à Imaculada Conceição, culminando com a comunidade inteira reunida na grande festa, dia 8”, desafiou.

“À Vossa proteção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus, não desprezeis a nossas súplicas nas nossas necessidades, mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita”, concluiu rezando.

A novena de oração à padroeira continua até o próximo dia 7 de dezembro, diariamente na igreja paroquial, sempre às 21h15 excepto no domingo que será às 17h00. A paróquia conta com a participação de todos os que quiserem preparar de forma conjunta a Festa da Imaculada Conceição.


João Polónia/Comércio & Notícias

http://comercioenoticias.pt/2017/11/29/caldenses-preparam-festa-da-padroeira-em-novena-de-oracao/


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Padre Pedro Tavares celebra missa nova em Peniche


“É bom estarmos aqui, reunidos à volta do altar do senhor. É com alegria que vejo hoje esta casa a transbordar, graças a Deus que assim é. Uma saudação a todos vós, que hoje quiseste vir à beira mar celebrar este senhor que dá a vida e se entrega por cada um de nós”. As palavras são do padre Pedro Tavares ao iniciar a sua primeira Eucaristia, na Igreja de S. Pedro, em Peniche, convidando os presentes a serem “cais de embarque que recebe a visita de Deus, e que leva tantos outros à sua presença”.

Segundo o jovem presbítero, Cristo torna-se num Deus “presente” e “próximo” no meio dos homens, através de um contacto “humilde e discreto” que continua a “interpelar e a transformar” a vida dos crentes. Um “verdadeiro tesouro” muitas vezes ao alcance de todos, mas que ainda “não possuímos, porque desistimos ou temos medo de viver de Deus, e só de Deus”, destacou à luz da liturgia dominical.

“O senhor é grande e digno de louvor, como cantávamos no início desta celebração. É verdadeiramente grande porque o senhor deixa o seu próprio caminho para tomar o nosso. Desce até nós para fazer-nos subir até si. Vem ao nosso encontro para dar na nossa vida um novo horizonte, um rumo decisivo”, reforçou.

Pedro Tavares revelou na homilia os pontos chave do seu discernimento vocacional, certificando que quem se encontra verdadeiramente com Deus “não fica no mesmo sítio”. Para o jovem existe um antes e um depois. Um depois que convoca a aprofundar esse encontro iniciado. “Não posso esquecer a pergunta de Jesus a Simão Pedro - Tu amas-me? - naquela noite de retiro ao contemplar o senhor na eucaristia. Ditou uma história imensa de encontros e desencontros, de aceitação e rejeição, de desejo, de medo, ao convite de Jesus que me fazia parecer: segue-me”, contou, desafiando os católicos a “não ficarem parados”, diante outras realidades “mais fáceis que ofuscam”.

Numa mensagem dirigida à juventude ali presente, acólitos, escuteiros, seminaristas, que participaram de forma numerosa na missa nova, o novo padre exortou a não duvidarem da presença de Deus nas suas vidas, mesmo quando “a certeza parece ser difícil ou até mesmo impossível” em cada uma das suas histórias, “mais ou menos magoadas e confiantes”. “Segue Cristo com entusiasmo e testemunha-o com alegria, consciente de que o senhor te dá o que mais precisas em cada tempo. Por isso Jesus nos oferece o seu jugo suave; não para nos cansar, entreter ou destacar, mas para cada um, como ele, se possa inclinar à vontade do pai”, sustentou, numa imagem alusiva à “experiência da cruz, a experiência de uma entrega total e desinteressada”.

“Estou certo de que ao longo do meu ministério sacerdotal muitas serão as provações do caminho. Nesta hora em que celebramos a Eucaristia, peço a Deus que na minha fragilidade me fortaleça com a humildade da obediência e do serviço. Para que o meu único projeto seja não fazer a minha vontade, não seguir as minhas ideias, mas deixar-me guiar por ele, sempre até ao fim”, concluiu com o repto “urgente” de os fiéis se tornarem “sempre pequenos”. “Sob a proteção de Maria e dos santos Francisco e Jacinta Marto, sejamos no mundo discípulos agradecidos, mansos e humildes de coração, atraídos por este Deus que a todos convoca”, acrescentou.

Nas nomeações tornadas públicas nos últimos dias, o cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, nomeou o padre Pedro Tavares, como vigário paroquial de Santíssimo Salvador do Bombarral, de Nossa Senhora da Purificação da Roliça e do Sagrado Coração de Jesus de Vale Covo, como primeira experiência pastoral.

João Polónia

(notícia João Polónia publicada no Jornal das Caldas de 26 de julho de 2017)

https://jornaldascaldas.com/Padre_Pedro_Tavares_celebra_missa_nova_em_Peniche


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Crianças do Centro Social Paroquial recebem diplomas em Eucaristia

https://www.joaopolonia.com/noticias/caldasdarainha/criancas-do-centro-social-paroquial-recebem-diplomas-em-eucaristia/

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Católicos celebram Corpo de Deus no feriado

















Na passada quinta-feira, a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, popularmente conhecida como Corpo de Deus, feriado em Portugal, foi vivida nas Caldas da Rainha com dois momentos expressivos. Pela manhã, três dezenas de adolescentes renovaram o batismo em profissão de fé, junto de suas famílias, catequistas e comunidade paroquial, durante a Eucaristia, seguida de procissão com Jesus sacramentado pelas ruas da cidade.

“Jesus é o pão vivo que nos alimenta na caminhada da vida. Jesus é o bom pastor que nos faz viver em comunhão com a grande família de Deus, a Igreja. Jesus é o amigo que continua a dar-nos a sua vida para vivermos n'Ele. Jesus é a luz que nos guia e ilumina na nossa vida. Vamos confirmar perante toda a comunidade aquilo que nossos pais e padrinhos disseram por nós no dia do batismo. Com fé e entusiasmo vamos louvar o Senhor”. Foi com estas palavras que os catequizandos do 6º volume da catequese caldense iniciaram a celebração na Igreja Nossa Senhora da Conceição, com o padre Alfredo Dionísio Ferreira a manifestar a “alegria” de ver a casa dos batizados “cheia” e juntos na fraternidade, responderem “sim ao Senhor, convivendo à volta da única mesa”, para serem “alimentados pela mesma palavra”.

Para reviver melhor o sacramento do batismo, que na infância lhes foi administrado e testemunhado, responsáveis na fé simbolizaram o gesto durante a missa. Entoando o cântico “esta luz de cristo vou deixá-la brilhar”, alguns educadores acenderam as velas através do círio pascal transportando a luz aos jovens. Estes, irradiados pela luz de Cristo e erguendo as suas velas acesas, renovaram as promessas batismais solenemente, confirmando dar continuidade à missão em Igreja, aprofundando a sua fé com “coragem para viverem com alegria o ideal cristão”. “Declaro que reconheço Cristo presente na minha vida e no amor dos irmãos, assim Deus me ajude com a sua graça, e vós irmãos com o testemunho da vossa vida”, foi declarado em representação do grupo.

O sacerdote na sua homilia sustentou que a “vida do cristão” deve ser marcada por uma caminhada a percorrer “sem preguiça mas com fidelidade”, capaz de alcançar a vida eterna com a entreajuda de todos os irmãos. “A nossa caminhada para Deus será mais feliz e mais fácil de concretizar, se estivermos unidos em amor fraterno; sentimos que temos um só pão, um só pai que é Deus, e um só espírito que nos anima, dando-nos a sua luz e a sua força”, apontou.

“O senhor escondido”. A expressão do Pastorinho de Fátima, Francisco Marto, recentemente canonizado santo pelo Papa Francisco, foi lembrada aos adolescentes pelo padre Joaquim para explicar o significado da festividade litúrgica. A custódia guarda o Corpo de Cristo através da hóstia maior do que aquela que os crentes comungam, para ser visualizada à distância. O presbítero lançou o convite: “Neste dia de festa vamos levá-lo pelas ruas da nossa cidade para indicar e dizer ao povo que Jesus Cristo está sempre presente no meio de nós”.

Os católicos e paroquianos responderam positivamente ao apelo da paróquia caldense ao engalanar janelas e varandas ao longo do trajeto. Acompanhando a pé e de dentro de suas casas, este ano houve um aumento significativo de participantes na celebração. Depois da caminhada de fé pelas artérias da cidade, com os adolescentes a integrarem a procissão, os fiéis regressaram ao interior da Igreja para receberem a bênção do Santíssimo Corpo de Cristo. Na despedida emocionada, ambos cantaram a uma só voz: “Cristo vence, Cristo reina, Cristo, Cristo impera”.

João Polónia

(notícia João Polónia publicada no Jornal das Caldas, edição nº 1312 de 21 de junho de 2017)
https://jornaldascaldas.com/Catolicos_celebram_Corpo_de_Deus_no_feriado

Confira os vídeos publicados da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo nas Caldas da Rainha:

https://www.facebook.com/joaopolonia.oeste/videos/1744806158864608/

https://www.facebook.com/joaopolonia.oeste/videos/1752032568141967/

https://www.facebook.com/joaopolonia.oeste/videos/1752023818142842/