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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Santarém: D. José Traquina aponta vida consagrada como um “grande tesouro” na Igreja e apela jovens a viver com “humildade” encontros em Taizé

“Nós precisamos de dar um testemunho de bem neste mundo, portanto, a Igreja conta com os Consagrados porque fazem parte do seu coração, eles estão no centro da espiritualidade e deste bem que é a presença de Deus”. A afirmação é de D. José Traquina, no dia do Consagrado, em declarações ao Comércio & Notícias, qualificando a vida consagrada como um “grande tesouro” na Igreja.

O Bispo da Diocese de Santarém revelou que o dia motivou os Consagrados a uma “fidelidade a Jesus Cristo”, segundo o carisma de cada um, lembrando-os a tomarem “um olhar atento” à realidade que os envolve, e às necessidades da Igreja para com o próximo.

Em Alcanena, durante uma semana, os religiosos e religiosas viveram em comunidade, conviveram com paroquianos, convidando-os para vigílias de oração, visitas e diversas atividades de contacto, conhecimento e reconhecimento, com oportunidades de testemunho entre ambos.

Contactando com sete congregações femininas e três institutos missionários de sacerdotes, Vicentinos, Monfortinos e Combonianos; o prelado destacou com gratidão o testemunho dos cristãos e cristãs de especial consagração, que diariamente contribuem para esta realidade diocesana, quer através da oração contemplativa ou da ação missionária.

Na Eucaristia por ocasião da festa litúrgica da Apresentação do Senhor, a 2 de fevereiro, que este ano foi presidida por D. José Traquina, pela primeira vez enquanto bispo diocesano, uma grande parte dos Consagrados da diocese de Santarém, renovaram os seus votos e alegraram-se por receberem a bênção de Deus para as suas vidas.

“Hoje foi um dia muito feliz e alegre, de louvor, agradecimento e ação de graças, com momentos de testemunho bonitos, convívio, terminando com uma refeição partilhada, que a comunidade de Alcanena preparou para os Consagrados e todos os presentes. Viemos de lá muito contentes”, manifestou.

Instituído oficialmente por João Paulo II em 1997, o Dia da Vida Consagrada é celebrado pela Igreja no dia da Festa litúrgica da Apresentação do Senhor.

Também na noite de 2 de fevereiro, o Convento de São Francisco em Santarém, encheu-se de luz e acolheu uma vigília de oração de Taizé dinamizada pelos movimentos e associações juvenis da diocese. Centenas de diocesanos e suas famílias foram convidados a refletir, e a rezar pelos jovens estudantes, que decidiram trocar as férias de Carnaval por uma viagem àquela comunidade ecuménica em França, na procura de experiências de encontro e de respostas para os seus maiores anseios.

D. José Traquina surpreendeu os participantes com a sua presença no final do encontro, exortando-os a viver a “luz de Cristo, segundo a Sua graça”, deixando que essa experiência luminosa “repasse com amor”.

“É um desafio que nos leva a valores elevados, o valor do amor, da amizade cristã, da oração. Se tivermos ao longo da nossa vida esta capacidade de resposta, de, rezar e contemplar, torna-mo-nos nós próprios presença de Deus”, apontou.

Segundo o responsável, “o deixar-se inundar por esta luz”, suscita a capacidade de contemplar e de deixar-se purificar.

O Bispo da Diocese de Santarém pediu à juventude ali presente motivada a outros momentos de oração, “a uma experiência juvenil de abertura do coração e da vida a Deus”, para contemplar as ocasiões com “humildade”, porque todos os momentos proporcionados são iniciativas de Deus; e “quando tocadas no coração, são para realizar o que é bom, o que vale a pena”.

“Nossa Senhora nos acompanha, eu peço que rogue por vós. Rezo pelos jovens da nossa diocese, dos diversos movimentos, dos muitos que vão a Taizé, que sintam de perto a grande graça do chamamento de Deus nas suas vidas, e disponde o vosso coração, o vosso sonho, a vossa alma a voos altos do projeto de Deus”, sublinhou.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)

(notícia publicada no Comércio & Notícias a 13 de fevereiro de 2018)



segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Santarém: Escalabitanos recordam Senhora da Conceição como padroeira da Diocese e de Portugal

O Bispo de Santarém exortou os diocesanos a assumir a vida como uma “missão”, capazes de renovarem o seu “sim” com “amor” e “alegria”, no “encontro pessoal” com a Virgem Maria. Na Eucaristia por ocasião da Solenidade da Imaculada Conceição, no passado 8 de dezembro, na Sé Catedral de Santarém, D. José Traquina evocou a revelação do anjo como o “despontar do tempo novo” em que Deus quer estar perto de todos.

“Não permitamos que nos roubem esta alegria”, alertou o novo responsável, incentivando para que este Advento, o período de preparação para o Natal, já iniciado, seja marcado por sentimentos de júbilo, de fraternidade e de paz, na expectativa do nascimento de Jesus Cristo no coração de cada um dos fiéis.

É através do “mais perfeito exemplo” da Virgem Mãe, que “sempre que dizemos sim à vontade de Deus, estamos a colaborar com uma possibilidade de bem que nos supera”, permitindo que “Deus chegue onde quer chegar”, sustentou o bispo diocesano.

“Para todos os cristãos católicos com fé, Nossa Senhora, não é uma figura do passado. Ela faz parte da nossa história presente. É a Mãe, nossa confidente e conhece os nossos segredos. Com Nossa Senhora sentimo-nos bem acompanhados”, sublinhou, convidando a contemplar nela a vocação e o seu modelo do que é ser cristão.

Na sua homilia, D. José Traquina disse que Nossa Senhora da Conceição tem “especial significado” para Santarém, porque a Diocese adotou-a como Padroeira e atribuiu a dedicação mariana à igreja Catedral, consagrando-a de “maior força” na história da fé cristã em Portugal. Caracterizada como “pessoa humana, mais excelente de santidade de vida e perfeição moral”, a Virgem Maria, neste dia litúrgico é também recordada com o título de mãe espiritual dos portugueses.

Segundo o Bispo de Santarém, a celebração do centenário das Aparições de Nossa Senhora aos Pastorinhos em Fátima, veio recordar aos católicos do mundo inteiro, o “grande sinal e privilégio”, para a Igreja em Portugal, confirmando o pedido insistente aos jovens videntes: “a conversão de coração à vontade de Deus e a oração pela Paz”.

“Rezar pela nossa renovação espiritual e pela paz, não é uma fuga do mundo é uma graça que nos leva a interessarmo-nos mais pela sociedade, pela concórdia e pelo bem de todos”, evidenciou com o repto aos presentes, a serem cada vez mais cristãos à maneira de Maria, assumindo “a vida como uma missão”, manifestando interesse pelo bem do próximo, “tornando presente no mundo o Amor de Deus, que por Cristo é derramado em nossos corações”.


João Polónia / Comércio & Notícias