domingo, 29 de abril de 2018

Imagens captadas no mês de Abril












As imagens captadas correspondem às seguintes celebrações:

- Encerramento da celebração dos 800 anos da presença franciscana em Portugal, com cerimónia e oração de vésperas, presididas pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa D. Joaquim Mendes, respetivamente; Convento de Santo António do Varatojo, Torres Vedras, 29 de abril

- Celebração de ação de graças pelo reconhecimento das virtudes heróicas de Luiza Andaluz, Fundadora da Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima, presidida pelo Bispo de Santarém D. José Traquina, Fátima, 25 de abril

- Ordenação Diaconal de João Ramalho, presidida por D. José Traquina, Bispo da Diocese de Santarém, na Sé Catedral de Santarém, 15 de abril

- Reunião plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, Fátima, 9 de abril


fotos João Polónia (jornalista)

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quinta-feira, 29 de março de 2018

Óbidos: Primeiras celebrações da Semana Santa preparam crentes para a vitória na Cruz com apelos de conversão à “vida nova”

A vila de Óbidos deu início à Semana Santa no “Domingo da Paixão”, convidando milhares de fiéis a identificarem-se com Cristo no “verdadeiro caminho”. A Bênção e Procissão dos Ramos, a Missa de Ramos na Paixão do Senhor, e a Procissão dos Passos, com sermão do encontro proferido pelo padre Jorge Ferreira, Vice-Reitor do Pontifício Colégio Português em Roma, ajudaram os crentes a caminhar na “profissão de fé da ressurreição”, indicando que a vivência por uma “vida nova” consagra na “única razão que vale a pena viver e morrer”.

“É urgente perceber que celebrar a Paixão de Cristo, não pode ser em qualquer tempo e em qualquer lugar, motivo para saudosismos ou sentimentalismos e vazios de sentido”, exortou o sacerdote no sermão do encontro, frisando que o amor manifestado na devoção dos passos de Jesus tem de dar lugar à “boa notícia”, contagiando os outros, em vez de exprimir sentimentos de “pieguice e fraqueza”. Segundo este responsável, se os crentes acreditam que Jesus ressuscitou, têm a responsabilidade de solenizar e viver a “semana maior”, com a “abertura à vida nova”, que “só Deus” pode dar porque é o seu “autor” e o seu “criador”.

Na manifestação de fé num “Deus de paradoxos”, Cristo deixa-se “condenar para nos salvar e humilha-se para nos exaltar”. “Só quem entende verdadeiramente a ressurreição e crê no Cristo “vivo, atuante e presente na nossa história”, pode fazer com Ele este caminho até à cruz, mas “já com os olhos e o coração postos na manhã da ressurreição”; porque a convicção e esperança cristã não termina em Sexta-feira Santa, mas estende-se ao Domingo de Páscoa.

Após a Bênção dos Ramos, os fiéis atravessaram as muralhas da vila de Óbidos, evocando com fé e devoção “a entrada triunfal” de Jesus Cristo na cidade santa de Jerusalém. O tapete florido e aromático, e as janelas engalanadas, indicaram o caminho a percorrer até à Igreja de Santa Maria. Com participação da população local e de muitos turistas, a Eucaristia da Paixão do Senhor, junto das procissões solenes deste dia, foram presididas pelo padre Ricardo Figueiredo, pela primeira vez enquanto pároco da Unidade Interparoquial do concelho de Óbidos.

Na homilia desta celebração, o Vice-Reitor do Pontifício Colégio Português em Roma, lembrou que ao longo das últimas semanas a Igreja tem convidado os cristãos à conversão. Assim, como em cada dia e em cada domingo, o apelo à mudança convoca todos os irmãos na fé a passar da “antiga escravidão à vida nova, transformando a vida do pecado numa vida nova de graça”.

Converter-se “não significa matar aquilo que existe em nós, mas assumir a mesma vida, assumir o mesmo contexto em que se vive, mas à luz do Evangelho, e não segundo as vãs promessas do mundo”, sublinhou, mostrando que aquilo que para alguns era loucura e para outros escândalo, para os crentes hoje é “proposta de salvação”. “E vamos percebendo que é na humildade, é na entrega, é no caminho do sofrimento, que o Senhor Jesus nos ensina qual a vida que vale a pena ser vivida, qual o caminho que vale a pena ser percorrido, qual a luz, a luz da verdade”, reforçou.

“A liturgia diz que Jesus chama o Pai por, papá, paizinho, Ábba. Esta confiança em Deus, que nos é ensinada, é quase como aquela confiança das crianças que confiam plenamente no seu papá e na sua mamã, que se entregam totalmente porque dão-se; assim é também a nossa atitude de cristãos de confiança neste Deus que quer que todos se salvem, e que cheguem ao conhecimento da verdade”, sublinhou o padre Jorge Ferreira.

Para este sacerdote e professor assistente no Pontifício Instituto Litúrgico de Santo Anselmo, perante “o inevitável” e aqueles acontecimentos de flagelação, Jesus não resiste, “não pega em armas nem luta”, permanecendo de pé e em silêncio, “não na resignação, não na luta”, mas toma como “caminho” e “entrega” como “maior gesto de amor pela humanidade”.

O padre Jorge Ferreira interpelou os presentes a aceitar “a realidade da nossa vida, das dificuldades, do sofrimento, de tantas contrariedades”, que nem sempre é “fácil”; “não numa resignação, de quem deixa baixar os braços, mas na confiança de que Deus está connosco e nunca nos abandona”. “Nesta ‘semana maior’ que hoje começa, sejamos capazes de gritar com Jesus, e redescobrir a solidariedade daquele que também grita ao Pai, sabendo que se aproxima a ressurreição”, acrescentou.

Depois da caminhada conjunta pelas ruas tortuosas, ao recordar os passos de Jesus, este presbítero deixou o repto aos crentes para que a palavra ‘Paixão’ faça parte do vocabulário diário, transportando-a para uma realidade de conversão, “para a realidade de querermos ser melhores, de querermos dar melhor resposta ao compromisso do nosso Batismo”. “Que este Senhor dos Passos que percorreu connosco os passos da vida, nesta bonita vila de Óbidos, percorra os caminhos do quotidiano na companhia de Maria, sua mãe, e acompanhe-nos também nos caminhos do nosso coração com esperança”, declarou.

O acontecimento religioso terminou na Igreja da Misericórdia, com o pároco a agradecer a todos os que tornaram possível a Procissão do Senhor dos Passos, de modo particular, algumas pessoas que ao longo das últimas semanas foram dizendo: “senhor padre, já fiz muito por esta procissão, agora não consigo”. “Há pessoas que com os limites das forças, com as suas fragilidades amam muito o Senhor dos Passos e amam muito a nossa vila, e que sofrem por não poder ajudar”, revelou, exprimindo que são “aquelas que a mim ajudaram muito a compreender, nesta primeira Semana Santa que hoje experimento aqui em Óbidos, que, aqui há fé, aqui há amor”. O padre Ricardo Figueiredo certificou que essas mesmas pessoas que não puderam “ajudar fisicamente”, rezaram pelo “sucesso da nossa procissão”; enaltecendo o gesto que agrada a Deus. “Ainda que no silêncio e na oração, saber que servirmos o Senhor, é sempre o maior agradecimento que recebemos”, apontou.

O Presidente da Câmara Municipal de Óbidos disse em declarações ao Comércio & Notícias, que este acontecimento religioso histórico, faz parte do “património e da cultura” do município, e continua a ser “ponto de encontro” entre comunidade local. A Procissão do Senhor dos Passos é um momento que para além do “impacto cultural”, envolve “uma experiência profunda mesmo para quem não é católico, ou que possa ser mais distanciado desta religião”, que “creio que é mais uma marca importante que vem de décadas, de Óbidos”, salientou. “Pessoalmente vi esta celebração hoje repleta de muita gente do concelho, com gente também de fora, entre turistas e estrangeiros, num momento emotivo que chama às nossas emoções”, testemunhou ao Comércio & Notícias, elogiando a “fantástica” organização.

“Deixo aqui um convite para que todos, crentes e não-crentes, venham à vila de Óbidos, participar na Procissão do Enterro do Senhor, na noite de Sexta-feira Santa”, apelou Humberto Marques, considerando que o evento leva a uma ocasião “única de introspeção”. Com saída da Igreja da Misericórdia, esta cerimónia realizada sem qualquer iluminação, a não ser os archotes que ardem nas mãos de jovens, percorre a vila levando o Senhor até ao Sepulcro. O cortejo embora não estar determinado pelas rubricas do Missal Romano, estabeleceu-se em Portugal pela devoção dos fiéis no século XV e princípios do século XVI, e constitui numa manifestação cultural, considerada ponto alto entre as solenidades do Tríduo Pascal.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)

(notícia João Polónia publicada no Comércio & Notícias a 29 de março de 2018)



terça-feira, 20 de março de 2018

Quaresma: Via-Sacra conduzida por pais e filhos exorta caminhada de paz, justiça e alegria

Na quarta sexta-feira da Quaresma, 16 de março, a via-sacra dinamizada pela catequese da paróquia de Tornada, no concelho das Caldas da Rainha, convidou, famílias, catequistas e a comunidade paroquial, a meditar os passos de Jesus na Paixão de Cristo.

Com as crianças a transportar a Cruz, e velas, iluminando e evocando o trajeto de Jesus a carregar o madeiro desde o Pretório até ao Calvário, os educadores na fé ilustraram as catorze estações da via-sacra através de orações, textos e cânticos, mostrando o “caminho” d’Aquele que deu a vida pela humanidade.

“O reino de Deus é um reino de paz, justiça e alegria; Senhor em nós vem abrir, as portas do teu reino”, foi um dos cânticos entoados, que, com as suas palavras e mensagem, manifestou o desejo dos paroquianos para este tempo litúrgico da Quaresma, que prepara o Tríduo Pascal, período celebrado em memória da Paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, conforme os Evangelhos.

No final da celebração, o pároco Samuel Pulickal Joseph, agradeceu a participação de todos, elogiando o “entusiasmo” e a “perseverança” de cada um. As duas atividades realizadas em noites com condições meteorológicas adversas não afastou os católicos de se juntarem em família. “A semana passada tivemos chuva e hoje o frio apertou, mas quando nós temos o amor de Deus dentro de nós, somos capazes de ultrapassar os frios da nossa vida, as chuvas que caem fortemente na nossa vida”.

O sacerdote frisou que é preciso “confiar e sentir o amor de Deus” para propagar um ambiente de paz, justiça e alegria junto do próximo. Dirigindo-se às crianças e aos adolescentes ali presentes, o padre Samuel apontou que eles são as “próximas gerações” da vida paroquial de Tornada. “Sem as famílias esta paróquia não é nada”, declarou.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)

(notícia João Polónia publicada no Comércio & Notícias a 20 de março de 2018)

http://comercioenoticias.pt/2018/03/20/quaresma-via-sacra-conduzida-por-pais-e-filhos-exorta-caminhada-de-paz-justica-e-alegria/ 


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Reis do Carnaval das Caldas testemunham participação

Ricardo Oliveira e Adriana Duarte, deram vida aos personagens Zé Povinho e Maria Paciência do universo de Bordalo Pinheiro no Carnaval das Caldas da Rainha, que de 8 a 13 de fevereiro, contagiaram com “alegria e muita energia” as cerca de 20 mil pessoas que assistiram no conjunto aos três principais desfiles. Os jovens caldenses testemunharam ao Comércio & Notícias as suas experiências, naquele que segundo o município, continua a ser um dos mais caraterísticos carnavais portugueses.

“Foi sem dúvida uma fantástica experiência interpretar o papel do icónico Zé Povinho. O Carnaval das Caldas de 2018 marcou-me e ficará na recordação de todos”, revelou Ricardo Oliveira, manifestando com risos “e quem sabe não se possa repetir”. O jovem sublinhou a “forte interação com o público e foliões” que abrilhantaram com as cores carnavalescas as principais avenidas da cidade.

Com as novas tecnologias a marcar o ritmo também nesta data festiva, oportunidades não faltaram para os reis do Carnaval das Caldas, interagirem com proximidade os 1350 figurantes de associações e coletividades do concelho, distribuídos por 19 carros alegóricos e 5 grupos de dança.

“Interpretar a verdadeira Maria Paciência não é muito fácil, porque ela costumava andar zangada com o Zé Povinho, por só querer pinga. Mas como o nosso Carnaval é mais trapalhão, desempenhei  uma personagem mais sorridente, mais simpática e divertida”, salientou Adriana Duarte, certificando que o objetivo foi concretizado, “afinal queremos é o público feliz e a divertir-se connosco, neste misto de alegria e diversão”.

Ao Comércio & Notícias, a jovem não escondeu as suas raízes e exteriorizou, com emoção e orgulho, por ter sido “escolhida” para ser a rainha do Carnaval. “Foram dias maravilhosos, olhar para aquela avenida cheia de pessoas; é uma sensação única e gratificante ver o público e os caldenses a interagir connosco”, referiu, com a garantia de que a sua participação “vai ficar para sempre” na sua memória. “Concretizei o meu desejo, estou muito feliz”, reforçou.

Ricardo Oliveira e Adriana Duarte foram escolhidos num casting promovido pelo município, pela atitude, alegria contagiante e muita energia. Os reis do Carnaval das Caldas subiram ao trono deste reino de folia, e consagraram da melhor forma a homenagem digna aos icónicos Zé Povinho e Maria Paciência do incontornável Bordalo Pinheiro.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)

(notícia João Polónia publicada no Comércio & Notícias a 14 de fevereiro de 2018)

http://comercioenoticias.pt/2018/02/14/reis-do-carnaval-das-caldas-testemunham-participacao/


terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Santarém: D. José Traquina aponta vida consagrada como um “grande tesouro” na Igreja e apela jovens a viver com “humildade” encontros em Taizé

“Nós precisamos de dar um testemunho de bem neste mundo, portanto, a Igreja conta com os Consagrados porque fazem parte do seu coração, eles estão no centro da espiritualidade e deste bem que é a presença de Deus”. A afirmação é de D. José Traquina, no dia do Consagrado, em declarações ao Comércio & Notícias, qualificando a vida consagrada como um “grande tesouro” na Igreja.

O Bispo da Diocese de Santarém revelou que o dia motivou os Consagrados a uma “fidelidade a Jesus Cristo”, segundo o carisma de cada um, lembrando-os a tomarem “um olhar atento” à realidade que os envolve, e às necessidades da Igreja para com o próximo.

Em Alcanena, durante uma semana, os religiosos e religiosas viveram em comunidade, conviveram com paroquianos, convidando-os para vigílias de oração, visitas e diversas atividades de contacto, conhecimento e reconhecimento, com oportunidades de testemunho entre ambos.

Contactando com sete congregações femininas e três institutos missionários de sacerdotes, Vicentinos, Monfortinos e Combonianos; o prelado destacou com gratidão o testemunho dos cristãos e cristãs de especial consagração, que diariamente contribuem para esta realidade diocesana, quer através da oração contemplativa ou da ação missionária.

Na Eucaristia por ocasião da festa litúrgica da Apresentação do Senhor, a 2 de fevereiro, que este ano foi presidida por D. José Traquina, pela primeira vez enquanto bispo diocesano, uma grande parte dos Consagrados da diocese de Santarém, renovaram os seus votos e alegraram-se por receberem a bênção de Deus para as suas vidas.

“Hoje foi um dia muito feliz e alegre, de louvor, agradecimento e ação de graças, com momentos de testemunho bonitos, convívio, terminando com uma refeição partilhada, que a comunidade de Alcanena preparou para os Consagrados e todos os presentes. Viemos de lá muito contentes”, manifestou.

Instituído oficialmente por João Paulo II em 1997, o Dia da Vida Consagrada é celebrado pela Igreja no dia da Festa litúrgica da Apresentação do Senhor.

Também na noite de 2 de fevereiro, o Convento de São Francisco em Santarém, encheu-se de luz e acolheu uma vigília de oração de Taizé dinamizada pelos movimentos e associações juvenis da diocese. Centenas de diocesanos e suas famílias foram convidados a refletir, e a rezar pelos jovens estudantes, que decidiram trocar as férias de Carnaval por uma viagem àquela comunidade ecuménica em França, na procura de experiências de encontro e de respostas para os seus maiores anseios.

D. José Traquina surpreendeu os participantes com a sua presença no final do encontro, exortando-os a viver a “luz de Cristo, segundo a Sua graça”, deixando que essa experiência luminosa “repasse com amor”.

“É um desafio que nos leva a valores elevados, o valor do amor, da amizade cristã, da oração. Se tivermos ao longo da nossa vida esta capacidade de resposta, de, rezar e contemplar, torna-mo-nos nós próprios presença de Deus”, apontou.

Segundo o responsável, “o deixar-se inundar por esta luz”, suscita a capacidade de contemplar e de deixar-se purificar.

O Bispo da Diocese de Santarém pediu à juventude ali presente motivada a outros momentos de oração, “a uma experiência juvenil de abertura do coração e da vida a Deus”, para contemplar as ocasiões com “humildade”, porque todos os momentos proporcionados são iniciativas de Deus; e “quando tocadas no coração, são para realizar o que é bom, o que vale a pena”.

“Nossa Senhora nos acompanha, eu peço que rogue por vós. Rezo pelos jovens da nossa diocese, dos diversos movimentos, dos muitos que vão a Taizé, que sintam de perto a grande graça do chamamento de Deus nas suas vidas, e disponde o vosso coração, o vosso sonho, a vossa alma a voos altos do projeto de Deus”, sublinhou.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)

(notícia publicada no Comércio & Notícias a 13 de fevereiro de 2018)



segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Almoço solidário com Cante alentejano, em Santa Susana – Landal, evoca paroquianos à união para juntos chegarem longe

No primeiro almoço de angariação de fundos, promovido pela paróquia do Landal, em Santa Susana, no passado dia 28 de janeiro, foram muitos os que contribuíram para que o pároco José Gonçalves possa regressar, o quanto antes, à casa onde morava. Com o Cante alentejano a animar e a despertar nos paroquianos e população local um “coração solidário”, o sacerdote lembrou que o “bem comum” é de todos e para todos, e que deve ser uma realidade sempre viva em construção no quotidiano.

“Estamos todos a lutar para que a residência paroquial seja reconstruida. Não só para mim, mas para que os párocos que passarem por aqui, tenham um espaço onde vivam mais perto de vós. Por isso significa que somos todos co-responsáveis, na mesma direção e resolução dos problemas”, manifestou o padre José Gonçalves pedindo à comunidade que a “solidão nunca envelheça” seus corações, e que o espírito de solidariedade permaneça contagiante.

Lembrando que está ao serviço das paróquias há mais de 5 anos, o presbítero pôde concluir ao longo desta ação pastoral, que  comunidade e pároco, “unidos”, podem “chegar longe”. “Deus dá respostas muito grandes às necessidades e às coisas que são de todos, que cada um sinta a responsabilidade dessa missão”, reforçou.

O responsável sublinhou ainda que a ideia destas iniciativas, que visam angariar fundos para a reconstrução da residência paroquial, não passam apenas pela refeição e convívio, mas também pelo cariz do conhecimento e suas tradições; e exortou a população a adquirir o gosto pelo “bonito costume”.

“Hoje trouxemos o Cante alentejano, considerado pela UNESCO, Património Cultural Imaterial da Humanidade, em 2014. Esta gente fez centenas de quilómetros para cá chegar. Ambos de idade avançada, não sabemos como está o seu coração, as suas dores, não imaginamos; mas estão cá para cantar.  É muito bonito sentirmos que a solidariedade é isto mesmo, é estarmos todos e oferecermos aos outros o nosso trabalho, o nosso coração, as nossas palavras e também o nosso entusiasmo”, expressou o padre José Gonçalves, agradecendo a participação dos “Amigos do Cante” de Cuba neste dia solidário.

O pároco adiantou ainda que haverá mais duas iniciativas culturais agendadas. Em março, nos Casais da Serra, um encontro animado por ranchos folclóricos, e em abril, com um grupo de acordeões, no espaço das tasquinhas no Landal.

“É importante que a população e a comunidade se junte para este fim, porque cada vez é mais difícil nós termos nas nossas terras, os espaços e os meios onde as pessoas possam estar”, certificou o Presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, que marcou presença neste encontro, agradecendo aos presentes o contributo nesta causa. Tinta Ferreira valorizou a existência das residências paroquiais no centro das localidades para auxiliarem as comunidades no dia-a-dia.

O dirigente referiu que alguns párocos residem no centro da cidade caldense, porque não possuem casas paroquiais nos devidos lugares, exemplificando como realidades, as paróquias do concelho, Salir de Matos, Coto, Tornada e Salir do Porto. Alvorninha e Vidais, em que o seu pároco se deslocou para a freguesia da Benedita, no concelho vizinho, por não haver disponibilidade de espaço. O Centro Paroquial de Caldas da Rainha, que durante décadas, até chegou a acolher em comunidade tantos padres da região. Por sua vez e à imagem da casa do Landal, que tem acolhido o padre Gonçalves, também pároco em A-dos-Francos e São Gregório; Santa Catarina existe habitação própria, morando nela o prior que junta a mesma função no Carvalhal Benfeito.

“Aqui no Landal, a casa teve um acidente, um incêndio, que nos preocupou a todos, e o único que se podia mexer felizmente conseguiu aperceber-se do que se passava e por pouco tempo conseguiu sair. E ainda bem que o fez porque está aqui connosco e estamos naturalmente muito aliviados por isso. Agora é preciso reconstruir a casa, e eu sei que os meus amigos estão a colaborar, fazendo esforço nesse sentido, por isso a participação numerosa neste almoço”, declarou.

Confirmando também o contributo por parte do município, com um critério para as obras promovidas pela Fábrica da Igreja, Tinta Ferreira louvou o gesto das pessoas que estão a “criar condições” para que o padre José Gonçalves continue a viver no Landal, com oferta de roupas, cedendo espaço com independência para viver e trabalhar dignamente.

“Que o nosso amigo padre Gonçalves possa estar muitos e bons anos ao nosso lado, a promover a fé católica, a promover a ligação das pessoas, a promover a energia positiva, que nós precisamos todos os dias para viver melhor a nossa vida. Isso ele fá-lo muito bem. A presença de todos vós aqui hoje é espelho desta relação fraterna”, afirmou.

O presidente do município agradeceu ainda a visita do grupo de Cuba do Alentejo a Santa Susana, que pela primeira vez cantou em terras da região Oeste, por proporcionarem o momento tradicional tão castiço da sua cultura.

Em troca de recordações entre entidades, o colaborador da paróquia do Landal, José Morgado, que teve a ideia em trazer os Amigos do Cante, ao Landal, brindou o mestre Augusto Duarte com um abraço extensivo a todo o grupo, lembrando os presentes da importância do silêncio, na escuta desta arte, à semelhança como se canta o Fado.

“Aquilo que esta gente conseguiu para que o Cante fosse reconhecido como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, foi a vida dura que esta gente levou durante décadas de anos. Homens, que apesar de rugas na cara, e calos nas mãos, viajam pelo mundo, para representar Portugal, e ensinar-nos muita coisa que nós temos de saber respeitar”, sublinhou.

Reforçando as palavras de apoio transmitidas ao padre José Gonçalves neste dia, José Morgado sustentou que não basta reunir multidões de pessoas, tem de existir “vontade” e “querer” para que estas iniciativas aconteçam. “E chegarmos ao fim para podermos dizer, de consciência tranquila, fiz tudo o que pude para apoiar, para ajudar, qualquer pessoa necessitada”, realçou.

Por último, o porta-voz do Grupo Coral e Etnográfico Cubenses Amigos do Cante, Augusto Duarte, transmitiu o significado e a simbologia da sua tradição.

“Por vezes a gente tem uma vida melhor, mas esquecemo-nos do passado. As coisas ficam na nossa ideia, na nossa alma, mas também não podemos pensar sempre no triste, temos de ser alegres pois a alegria é que faz viver a gente”, revelou com emoção o representante, visivelmente agradecido pelo acolhimento proporcionado em Santa Susana.

Fundado em 26 de agosto de 1986, os “Amigos do Cante” têm levado o nome de Cuba e do Alentejo de norte a sul do país. Na imensidão da planície alentejana ainda se desenrola grande parte da atividade destes homens de trabalho. A fisionomia da paisagem marca a sua maneira de ser, de estar e de sentir. A tradição polifónica localmente designada por Cante é representada por repertório de modas onde os versos rimados, cantados sem acompanhamento instrumental constituem a natural exteriorização do sentimento popular; a alegria, a tristeza, o amor, a saudade.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)

(notícia João Polónia publicada no Comércio & Notícias a 5 de fevereiro de 2018)

http://comercioenoticias.pt/2018/02/05/almoco-solidario-com-cante-alentejano-em-santa-susana-landal-evoca-paroquianos-a-uniao-para-juntos-chegarem-longe/


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Eucaristia em Santa Susana – Landal integra cante alentejano e apela à construção da comunidade sob o ritmo do coração solidário

Na primeira passagem por terras da região Oeste, o Grupo Coral e Etnográfico Cubenses Amigos do Cante iniciou a Eucaristia dominical entoando o cante alentejano ‘O Bom Pastor’, em Santa Susana, freguesia de Landal, concelho de Caldas da Rainha, no passado 28 de janeiro. O padre José Gonçalves exortando os crentes à “construção” da comunidade sob “o ritmo do coração solidário”, valorizou a “força da partilha” dos que “entendem” que quando existe “uma necessidade maior”, fazem tudo para que a resposta seja sempre “presente”.

“Não tenhamos medo destas realidades, tenhamos medo sim em dizer mal dos outros, esse é o curto-circuito que fazemos ao bem comum”, afirmou, pedindo aos presentes para que o seu coração não se endureça, “não fique duro” aos gestos de paz, de verdade, fraternidade e de solidariedade.

Segundo o sacerdote, o primeiro cante entoado pelos habitantes de Cuba, que tem como refrão, ‘Cristo Senhor és o guia, o Bom Pastor que me conduz, a minha vida e a minha luz’, dá a todos os cristãos “força para caminhar no meio dos trambolhões da vida”. “Jesus Cristo é sem dúvida o nosso refúgio, fortaleza e amparo”, acrescentou.

Na homilia, o padre José Gonçalves disse que a liturgia daquele domingo evoca à temática da escuta e do escutar: ‘Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações’. Pedindo aos fiéis para serem “tutores da paz, da alegria e do abraço do perdão”, o responsável desejou que esta voz da verdade fique gravada no coração de cada um, faça história nas suas vidas e percurso de existência no mundo.

“A solidariedade é a maneira simpática e muito bonita como nós devemos crescer e viver em sociedade. A solidão não gera nada, o egoísmo ainda menos, o orgulho e a vaidade a todos nos desunem”, alertou.

Para o sacerdote é necessário saber escutar e memorizar a mensagem no coração, para que de “coração transformado”, se entenda cada vez mais a “dinâmica do bem”. “O mau feitio de dizer mal dos outros, o mau feitio de pensar coisas menos positivas, o mau feitio de só agarrarmos aos bens materiais, à fama, ao poder, aos privilégios; azedam na nossa relação humana”, frisou.

Lembrando as palavras do Papa Francisco, na sua recente intervenção, o padre José Gonçalves disse que a força do voluntariado é capaz de converter o mundo tão orgulhoso. “Dando bofetadas sem mão, os voluntários interrogam o mundo egoísta, que se dinamiza pelos interesses e bens”, reforçou.

O presbítero manifestou ainda que a Palavra de Deus “incomoda”, porque quem se agarra a ela tem de dar uma “grande volta à vida, tem de dar volta ao seu coração”.

“Muitas pessoas vivem ao abrigo da ganancia, da corrupção, em função dos interesses financeiros, na procura desmedida dos cargos e estatutos sociais, provocando tantas guerras, violência e conflitos; esses ainda não entenderam o que é a Palavra de Deus”, indicou.

Caracterizando as obras de misericórdia como “o verdadeiro tecido social e humano”, na convivência de uns para com os outros, o responsável pediu à comunidade paroquial para dar cada vez mais importância ao que “gera e constrói o verdadeiro edifício da verdade”.

No final da celebração eucarística, os Amigos do Cante louvaram a padroeira de Portugal, dedicando o seu cante a Santa Susana, a qual dá nome àquela pequena localidade da freguesia do Landal. Já no exterior, e perfilados na escadaria da capela, o grupo convidou os cristãos a ouvir e a meditar o tradicional ‘Cante ao Menino’. Três cânticos religiosos entoados pelo grupo alentejano, que suscitou na comunidade paroquial, o gosto por esta tradição polifónica, fomentando o silêncio e o auxílio na interiorização das suas preces.

O dia “grande” vivido em comunidade, foi marcado também por um almoço solidário, que reverteu fundos para a reconstrução da residência paroquial, recentemente consumida pelo fogo, ao desalojar este pároco das paróquias de A-dos-Francos, Landal e São Gregório do Patriarcado de Lisboa.

Em declarações ao Comércio & Notícias, o padre José Gonçalves disse que a liturgia hoje tem espaço para todas as vozes e deve promover, “com abertura suficiente”, todas as tradições musicais do nosso país.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) elegeu o Cante alentejano como Património Imaterial da Humanidade em 2014. No entender deste sacerdote, se o Cante encanta multidões e tem elevo junto da comunidade internacional, também a Igreja Católica deve acolher o seu cantar no aspecto litúrgico, da mesma forma como já acontece com o Fado.

“Se não tiver lugar, considero que a liturgia escapa aquilo que são as pessoas, no fundo é também para as pessoas e não só para Deus. Nós precisamos da liturgia para crescer na fé, para crescer na alegria, para crescer na fraternidade, conforme Deus nos aconselha”, alertou.

O pároco clarificou que não se pretende cantar canções extra religiosas, mas sim cânticos que são “expressão de um povo”, mesmo a nível cristão, que ao longo da sua história se tornou presente com letras e músicas; “esse mesmo sentido é o palpitar da fé”.

Ao Comércio & Notícias, o padre José Gonçalves revelou ainda que foi com “emoção e imensa alegria” que ouviu o Cante dedicado a Nossa Senhora, com adaptação da letra, evocando também Santa Susana. “Fiquei comovido perante o cantar desta gente que apesar de tudo, gente já idosa, com dores no corpo e alguns achaques, mas que cantaram de uma maneira tão sublime e tão encantadora, que até nos inspira tanta espiritualidade”, confessou, lembrando que o ditado popular ‘cantar é rezar duas vezes’ continua bem presente e “ajuda-nos a interiorizar mais a sua palavra”.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)

(notícia João Polónia publicada no Comércio & Notícias a 1 de fevereiro de 2018)

http://comercioenoticias.pt/2018/02/01/eucaristia-em-santa-susana-landal-integra-cante-alentejano-e-apela-a-construcao-da-comunidade-sob-o-ritmo-do-coracao-solidario/


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Nazaré: Cardeal-Patriarca exorta comunidade paroquial de Famalicão a fazer da igreja “morada de Cristo para muita gente”

D. Manuel Clemente pediu aos paroquianos de Famalicão, na Nazaré, que a sua casa de oração seja “morada de Cristo para muita gente”. Na Eucaristia comemorativa dos 50 anos da construção da igreja paroquial e sagração do altar novo, no passado 14 de janeiro, o Cardeal-Patriarca garantiu que a evangelização acontece, porque quem tem uma experiência forte de Cristo, alimentada pela palavra e sacramentos, “não é capaz de a calar, oferece-a aos outros”.

“Para esta igreja paroquial de Famalicão, onde através do acolhimento que se faça, onde através da Palavra de Deus que se proclama, onde através da catequese e dos sacramentos, onde através de tudo seja a morada de Cristo para muita gente”, expressou D. Manuel Clemente, manifestando a sua “alegria” por presidir à celebração. No segundo contacto com a comunidade paroquial, este ano pastoral, o responsável lembrou ainda as “boas e gratas recordações” vividas nesta paróquia, em diversas passagens ao longo da sua vida sacerdotal e episcopal.

O Cardeal-Patriarca deu os parabéns ao padre Manuel Borges, que era o pároco na altura, e também “a todos os que aqui estão e os que já cá estavam e que ajudaram a erguer esta igreja”, nesta paróquia da Vigararia de Alcobaça/Nazaré, presentemente cuidada ao prior Paolo Lagatta, e ao seu coadjutor Salvatore Forte, ambos jovens sacerdotes italianos.

Testemunhado na primeira pessoa, o padre Manuel Borges recordou os tempos de pároco e explicou que há 50 anos a igreja passou de reconstrução para construção. “Quando começamos a obra para reconstruir, percebemos que não tinha capacidade, e então num mês, o secretariado do Patriarcado de Lisboa fez um novo projeto para construir a nova igreja, ficou apenas a torre que ainda se mantém, todo o resto é novo”, manifestou. Lembrando “o esforço maravilhoso” da comunidade e população da localidade, o sacerdote revelou que os 12 anos ao serviço das paróquias de Famalicão e de Alfeizerão, representaram “as experiências mais bonitas” da sua vida. O padre Borges recordando com saudade, agradeceu a todos, de modo particular aos que já partiram, e suas famílias, no auxílio da edificação da nova casa, “que ainda hoje se mantém acolhedora”.

D. Manuel Clemente foi recebido no adro da igreja em ‘guarda de honra’ pelos escuteiros e acólitos, descerrou uma placa comemorativa dos 50 anos da dedicação daquele templo, e deixou uma mensagem no livro de honra. O Cardeal-Patriarca de Lisboa recebeu ainda a oferta de uma Imagem de Nossa Senhora da Vitória, criada por uma artesã local.


“Pedir a Deus o dom da comunhão, para que todos nos tornássemos pedras vivas da Igreja do Senhor”

Em declarações ao Comércio & Notícias, o pároco Paolo Lagatta disse que a celebração dos 50 anos serviu para dar uma oportunidade à comunidade paroquial de se “entender novamente sob o espírito da comunhão”.

“De fato, antes de celebrar um acontecimento exterior, na medida que faz referência às obras de construção da igreja, foi importante um olhar mais interior: pedir a Deus o dom da comunhão, para que todos nos tornássemos pedras vivas da Igreja do Senhor”, sublinhou.

Paolo Lagatta revelou que recebeu “com grande alegria e surpresa” a presença do Cardeal-Patriarca D. Manuel Clemente nesta celebração, sendo que já tinha estado na tomada de posse, em setembro. Também importante, para o jovem presbítero, foi “a presença e o testemunho” do padre jubilado da Diocese de Santarém, Manuel Borges, pároco de Famalicão na altura da construção da igreja.

“Foi muito graças à generosidade do povo, que com muitos esforços e donativos, concluíram o projeto. Era conhecida a «campanha do ovo» onde cada família oferecia um ovo por semana para ser vendido de modo a angariar fundos para a construção”, realçou.

O jovem italiano caracterizou o dia festivo como um momento importante, evidenciando três razões ao Comércio & Notícias.

A primeira, para dar graças a Deus, e celebrar a missa como ponto alto. “A Eucaristia é precisamente esta resposta do homem à intervenção de Deus na história que salva. Ação de graças porque Deus suscitou ao longo dos tempos a fé, que se mantém hoje como testemunho visível da paróquia”, declarou.

“A importância de fazer memória, sem a qual, no dizer do Papa Francisco, perdemos a nossa identidade cristã”. Neste sentido, a paróquia criou uma exposição temática evocativa dos 50 anos da igreja, no centro pastoral, intitulada ‘nós somos as pedras vivas’. Este espólio reúne documentos, alfaias e imagens sagradas, divididas por várias áreas, desde do batismo, sacramento de iniciação cristã (com particular destaque à pia batismal), até à Eucaristia, “fonte e cume de toda a vida”, com uma reconstrução do altar antigo da igreja primitiva. Nesta exposição também se pode consultar arquivos históricos e sobretudo fotografias, concedidas pela população local.

Por último, o pároco explicou que a Páscoa de Jesus Cristo, da qual “o Evangelho é testemunha”, não é uma realidade “estática”, mas “dinâmica”, “pelo que não consideramos este momento como um ponto de chegada, mas como um novo ponto de partida, para que sempre e com mais vigor, o anúncio da Boa Nova possa chegar mais longe e faça da comunidade paroquial as pedras vivas, edificadas como Casa espiritual”.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto)

(notícia João Polónia publicada no Comércio & Notícias a 26 de janeiro de 2018)


fotos - Paróquia Nossa Senhora da Vitória de Famalicão