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terça-feira, 20 de março de 2018

Quaresma: Via-Sacra conduzida por pais e filhos exorta caminhada de paz, justiça e alegria

Na quarta sexta-feira da Quaresma, 16 de março, a via-sacra dinamizada pela catequese da paróquia de Tornada, no concelho das Caldas da Rainha, convidou, famílias, catequistas e a comunidade paroquial, a meditar os passos de Jesus na Paixão de Cristo.

Com as crianças a transportar a Cruz, e velas, iluminando e evocando o trajeto de Jesus a carregar o madeiro desde o Pretório até ao Calvário, os educadores na fé ilustraram as catorze estações da via-sacra através de orações, textos e cânticos, mostrando o “caminho” d’Aquele que deu a vida pela humanidade.

“O reino de Deus é um reino de paz, justiça e alegria; Senhor em nós vem abrir, as portas do teu reino”, foi um dos cânticos entoados, que, com as suas palavras e mensagem, manifestou o desejo dos paroquianos para este tempo litúrgico da Quaresma, que prepara o Tríduo Pascal, período celebrado em memória da Paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, conforme os Evangelhos.

No final da celebração, o pároco Samuel Pulickal Joseph, agradeceu a participação de todos, elogiando o “entusiasmo” e a “perseverança” de cada um. As duas atividades realizadas em noites com condições meteorológicas adversas não afastou os católicos de se juntarem em família. “A semana passada tivemos chuva e hoje o frio apertou, mas quando nós temos o amor de Deus dentro de nós, somos capazes de ultrapassar os frios da nossa vida, as chuvas que caem fortemente na nossa vida”.

O sacerdote frisou que é preciso “confiar e sentir o amor de Deus” para propagar um ambiente de paz, justiça e alegria junto do próximo. Dirigindo-se às crianças e aos adolescentes ali presentes, o padre Samuel apontou que eles são as “próximas gerações” da vida paroquial de Tornada. “Sem as famílias esta paróquia não é nada”, declarou.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)

(notícia João Polónia publicada no Comércio & Notícias a 20 de março de 2018)

http://comercioenoticias.pt/2018/03/20/quaresma-via-sacra-conduzida-por-pais-e-filhos-exorta-caminhada-de-paz-justica-e-alegria/ 


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Nazaré: Cardeal-Patriarca exorta comunidade paroquial de Famalicão a fazer da igreja “morada de Cristo para muita gente”

D. Manuel Clemente pediu aos paroquianos de Famalicão, na Nazaré, que a sua casa de oração seja “morada de Cristo para muita gente”. Na Eucaristia comemorativa dos 50 anos da construção da igreja paroquial e sagração do altar novo, no passado 14 de janeiro, o Cardeal-Patriarca garantiu que a evangelização acontece, porque quem tem uma experiência forte de Cristo, alimentada pela palavra e sacramentos, “não é capaz de a calar, oferece-a aos outros”.

“Para esta igreja paroquial de Famalicão, onde através do acolhimento que se faça, onde através da Palavra de Deus que se proclama, onde através da catequese e dos sacramentos, onde através de tudo seja a morada de Cristo para muita gente”, expressou D. Manuel Clemente, manifestando a sua “alegria” por presidir à celebração. No segundo contacto com a comunidade paroquial, este ano pastoral, o responsável lembrou ainda as “boas e gratas recordações” vividas nesta paróquia, em diversas passagens ao longo da sua vida sacerdotal e episcopal.

O Cardeal-Patriarca deu os parabéns ao padre Manuel Borges, que era o pároco na altura, e também “a todos os que aqui estão e os que já cá estavam e que ajudaram a erguer esta igreja”, nesta paróquia da Vigararia de Alcobaça/Nazaré, presentemente cuidada ao prior Paolo Lagatta, e ao seu coadjutor Salvatore Forte, ambos jovens sacerdotes italianos.

Testemunhado na primeira pessoa, o padre Manuel Borges recordou os tempos de pároco e explicou que há 50 anos a igreja passou de reconstrução para construção. “Quando começamos a obra para reconstruir, percebemos que não tinha capacidade, e então num mês, o secretariado do Patriarcado de Lisboa fez um novo projeto para construir a nova igreja, ficou apenas a torre que ainda se mantém, todo o resto é novo”, manifestou. Lembrando “o esforço maravilhoso” da comunidade e população da localidade, o sacerdote revelou que os 12 anos ao serviço das paróquias de Famalicão e de Alfeizerão, representaram “as experiências mais bonitas” da sua vida. O padre Borges recordando com saudade, agradeceu a todos, de modo particular aos que já partiram, e suas famílias, no auxílio da edificação da nova casa, “que ainda hoje se mantém acolhedora”.

D. Manuel Clemente foi recebido no adro da igreja em ‘guarda de honra’ pelos escuteiros e acólitos, descerrou uma placa comemorativa dos 50 anos da dedicação daquele templo, e deixou uma mensagem no livro de honra. O Cardeal-Patriarca de Lisboa recebeu ainda a oferta de uma Imagem de Nossa Senhora da Vitória, criada por uma artesã local.


“Pedir a Deus o dom da comunhão, para que todos nos tornássemos pedras vivas da Igreja do Senhor”

Em declarações ao Comércio & Notícias, o pároco Paolo Lagatta disse que a celebração dos 50 anos serviu para dar uma oportunidade à comunidade paroquial de se “entender novamente sob o espírito da comunhão”.

“De fato, antes de celebrar um acontecimento exterior, na medida que faz referência às obras de construção da igreja, foi importante um olhar mais interior: pedir a Deus o dom da comunhão, para que todos nos tornássemos pedras vivas da Igreja do Senhor”, sublinhou.

Paolo Lagatta revelou que recebeu “com grande alegria e surpresa” a presença do Cardeal-Patriarca D. Manuel Clemente nesta celebração, sendo que já tinha estado na tomada de posse, em setembro. Também importante, para o jovem presbítero, foi “a presença e o testemunho” do padre jubilado da Diocese de Santarém, Manuel Borges, pároco de Famalicão na altura da construção da igreja.

“Foi muito graças à generosidade do povo, que com muitos esforços e donativos, concluíram o projeto. Era conhecida a «campanha do ovo» onde cada família oferecia um ovo por semana para ser vendido de modo a angariar fundos para a construção”, realçou.

O jovem italiano caracterizou o dia festivo como um momento importante, evidenciando três razões ao Comércio & Notícias.

A primeira, para dar graças a Deus, e celebrar a missa como ponto alto. “A Eucaristia é precisamente esta resposta do homem à intervenção de Deus na história que salva. Ação de graças porque Deus suscitou ao longo dos tempos a fé, que se mantém hoje como testemunho visível da paróquia”, declarou.

“A importância de fazer memória, sem a qual, no dizer do Papa Francisco, perdemos a nossa identidade cristã”. Neste sentido, a paróquia criou uma exposição temática evocativa dos 50 anos da igreja, no centro pastoral, intitulada ‘nós somos as pedras vivas’. Este espólio reúne documentos, alfaias e imagens sagradas, divididas por várias áreas, desde do batismo, sacramento de iniciação cristã (com particular destaque à pia batismal), até à Eucaristia, “fonte e cume de toda a vida”, com uma reconstrução do altar antigo da igreja primitiva. Nesta exposição também se pode consultar arquivos históricos e sobretudo fotografias, concedidas pela população local.

Por último, o pároco explicou que a Páscoa de Jesus Cristo, da qual “o Evangelho é testemunha”, não é uma realidade “estática”, mas “dinâmica”, “pelo que não consideramos este momento como um ponto de chegada, mas como um novo ponto de partida, para que sempre e com mais vigor, o anúncio da Boa Nova possa chegar mais longe e faça da comunidade paroquial as pedras vivas, edificadas como Casa espiritual”.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto)

(notícia João Polónia publicada no Comércio & Notícias a 26 de janeiro de 2018)


fotos - Paróquia Nossa Senhora da Vitória de Famalicão


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Eucaristia de abertura da Visita Pastoral à Vigararia de Torres Vedras evoca ao anúncio de Cristo “que ninguém consegue calar”

O Cardeal-Patriarca sustentou que “ninguém é capaz de calar” uma “experiência viva” de Cristo, que se “desencadeia e transmite”, levando os crentes a assumir a sua identidade na Igreja e no mundo. Na Eucaristia de abertura da Visita Pastoral à Vigararia de Torres Vedras, sob um programa “simples e belo”, D. Manuel Clemente exortou os cristãos das vinte paróquias da vigararia, a anunciar e testemunhar Jesus, “reconhecendo-se a si próprio”, contagiando a sua “vida à partilha”.

Recordando que no tempo dos primeiros séculos do cristianismo, demorou a que houvesse “autorização oficial para ser cristão”, o Patriarca de Lisboa lembrou que passados três séculos daquele império romano, quando as realidades começaram a acontecer, ainda assim, “ninguém os calou”.

“Nós aqui estamos muito bem, pudera, não havíamos de estar bem em Torres Vedras”, manifestou o torriense D. Manuel Clemente.

Também neste domingo, 14 de janeiro, o Papa Francisco instituiu o Dia Mundial do Migrante e Refugiado. Para o Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, hoje em dia no mundo inteiro, existem cada vez mais cristãos a serem submetidos a diversas formas de perseguição. “Neste momento e dia, tantos irmãos nossos que arriscam a vida, mas arriscam mesmo, para se reunirem em alguma casa, quer para celebrarem a Eucaristia, como para transmitirem a sua palavra e o evangelho”, sublinhou.

Cada uma das paróquias desta vigararia, “transporta, em cada um, tanta coisa difícil, tanta coisa pesada e alheia, que espera redenção”. Segundo o responsável da Diocese de Lisboa é através do exemplo de Jesus Cristo “que nos faz viver de outra maneira”, e de uma “paz profunda”, que a reconciliação pode acontecer entre cristãos, utilizando toda a atividade evangelizadora e catequética.

Depois da ressurreição de Jesus Cristo, quando a história da Igreja o recomeça, o Cardeal-Patriarca pede a cada igreja e a cada uma das comunidades, que saibam responder sempre, “não temos ouro nem prata para dar, temos o nome e a pessoa de Jesus“. Que todo o ato catequético, palestra e conversa, pregação, homilia, em igrejas paroquiais e nas outras “igrejas domésticas” de cada família cristã, “se anuncie Jesus”, apelou.

Numa homilia espontânea e próxima, diante os seus conterrâneos, no Centro Pastoral de Torres Vedras, D. Manuel Clemente partilhou um episódio pessoal. “Reencontrei há tempos aqui um colega do meu grupo de catequese, nos anos 50, e perguntei-lhe se ele continuava a ir à missa; ele respondeu-me que sim, porque ‘com Jesus a conversa nunca mais acaba’”, revelou, justificando que as palavras dadas à sua questão, são hoje “teologia boa”.

“Às vezes contrista-me, eu próprio, e às vezes também, como nós passamos assim tão ao lado dos sinais da presença viva de Cristo ressuscitado nas nossas igrejas, distraídos ao sacrário e à palavra. É como acontece na nossa vida, os outros estão, mas se nós não dermos por eles, é como se não estivessem”, declarou.

“Os gestos simples representam a sua figura, que acolhe, que reconcilia, que consagra. Que o silêncio acolha, respeite, e tudo o que nós façamos convirja para Cristo; e depois a partir dele se aplique como uma companhia e uma presença demorada”, acrescentou, lembrando a azafama desmedida de muitas pessoas, na procura “de tantas coisas complicadas, para fazer o que deveria ser tão simples”.

Foi “a partir de Deus” e com dicas simples e práticas, que o Patriarca de Lisboa e seus Bispos Auxiliares, D. Joaquim Mendes e D. Nuno Brás, começaram a Visita Pastoral à Vigararia de Torres Vedras. Reunindo o clero, conselhos pastorais e comissões das igrejas das 20 paróquias, que compõem esta vigararia, a Eucaristia de abertura, participada pelos paroquianos, marcou a primeira ação do evento, que decorrerá até 11 de março, com o tema ‘Palavra e Missão’.

“Quando nós voltarmos a encontrar, daqui a dois meses, na conclusão desta visita pastoral, certamente, nestas palavras que vivemos e nas experiências que vamos tocando, tudo isto terá mais preenchimento nas nossas vidas, e muito fruto da tal Nova Evangelização, que tanta gente está à espera”, concluiu D. Manuel Clemente.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)

(notícia João Polónia publicada no Comércio & Notícias a 18 de janeiro de 2018)

http://comercioenoticias.pt/2018/01/18/eucaristia-de-abertura-da-visita-pastoral-a-vigararia-de-torres-vedras-evoca-ao-anuncio-de-cristo-que-ninguem-consegue-calar/