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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Rio Maior: Escuteiros cantam Janeiras ao bispo diocesano e são convocados a seguir caminhos com pista

Os escuteiros do Agrupamento 403 do Corpo Nacional de Escutas, entoaram o canto das Janeiras ao Bispo de Santarém, e restante assembleia, durante a missa vespertina, que presidiu, em Rio Maior, por ocasião da Solenidade da Epifania do Senhor. O gesto manifestou o agradecimento pela primeira visita, enquanto bispo diocesano, a esta comunidade paroquial.

D. José Traquina exortou os diversos elementos das quatro secções ali presentes, “a seguir até lá chegar”, exprimindo que do mesmo modo que os reis magos seguiram “o caminho que tinha pista”, também os escuteiros devem ser orientados pela “luz da fé, a luz da promessa, a luz dos princípios da lei”. “Fazer os jogos de pista, descobrir os sinais todos, chegar ao fim e ser bem classificado”, envolve “toda esta fraternidade, que nos traz muita beleza para a vida toda”, reforçou.

“Foi para mim uma grande escola”, revelou o dirigente José Traquina, com o repto aos jovens a construir pontes com o exemplo dos irmãos escutas mais velhos.

“Aprendei bem esta proposta que nos é dada neste caminho, é o grande bem para o vosso futuro, depois como homens e mulheres, com estes sinais e aprendizagem toda que o agrupamento vos pode oferecer. Deus inspire os vossos dirigentes e os vossos pais a ajudarem a crescer bem”, manifestou.

Nesta celebração, o bispo alertou ainda a juventude, evocando o Sínodo dos Bispos, convocado pelo Papa Francisco, a realizar este ano, com o tema “os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Lembrando que o acontecimento levará os bispos do mundo inteiro junto do Santo Padre, a falarem sobre os jovens, as suas esperanças, os seus medos e o que ambos esperam da Igreja, D. José Traquina acredita que na diocese de Santarém a dimensão vocacional “seja transversal a todos os cristãos”. “Todos somos chamados. O Senhor chamou-nos à vida, chamou-nos à fé, e na fé chama-nos a ocupar um lugar; por isso Deus conta connosco”, apontou.

D. José Traquina mobilizou a juventude à participação, consciente de que este sínodo seja para cada um deles, uma “oportunidade muito grande para descobrir que Deus os chama a todos”.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)

(notícia publicada no Comércio & Notícias a 11 de janeiro de 2018)



quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Natal: Bispo de Santarém encoraja cristãos a recomeçar tudo de novo

D. José Traquina, na Eucaristia da Noite de Natal (Missa do Galo), que presidiu pela primeira vez como bispo diocesano, na Sé Catedral, disse que o dia litúrgico, assinala o “nascimento” de uma “nova era marcada pela fidelidade de Deus no cumprimento das suas promessas”; alertando os crentes para a existência de “trevas” que ofuscam constantemente o caminho.

Sublinhando o excerto litúrgico, “o povo que andava nas trevas viu uma grande luz”, o Bispo de Santarém lembrou que a “falta de respeito e consideração pelo povo que vivia na pobreza, a falta de respeito pela vida humana e a indiferença dos poderosos”, são trevas ainda hoje manifestadas.

“Todas as famílias que no mundo buscam o seu lugar e o reconhecimento da sua dignidade, encontram em Jesus, Maria e José o melhor testemunho e uma intercessão”, sustentou, recordando  as “crianças submetidas a tantas dificuldades” que parece não haver solução para elas.

Celebrar o Natal do Senhor “tem tanto de beleza como de responsabilidade”. “O Natal é também um grande apelo à conversão. Conversão a um Amor que nos distingue na verdade e na liberdade, e nos leva a renunciar ao que é injusto”, exortou o responsável diocesano, exprimindo que o tempo vivido pelos cristãos constitui “oportunidade” para “refazer relacionamentos e recarregar baterias de esperança”, com apelos ao perdão, à fidelidade e ao empenho pelo “bem comum da sociedade e do mundo em que vivemos”.

“A esta nova Luz corresponde um novo tempo sonhado, onde a Graça de Deus se afirma disponível; desaparecerão a opressão, a violência e a guerra, e terá início uma era de Paz, de Justiça e de Fraternidade”, certificou, garantindo que apesar de existirem trevas, “a Luz de Deus reacende-se como vocação e missão de vida”.

Nesta mesma dimensão, D. José Traquina lembrou o modelo de serviço da Serva de Deus Luiza Andaluz. Na comemoração dos cem anos, a fundadora da Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima, foi reconhecida pelas suas “virtudes heróicas” pelo Papa Francisco, com decreto assinado a 19 de dezembro. “É uma etapa central e decisiva para que, Luiza Andaluz venha a ser um dia reconhecida e declarada como Beata ou Santa”, revelou com o repto aos presentes a alegrarem-se pelo reconhecimento, traduzindo num “sinal” para toda a Igreja, de forma especial para a diocese, escalabitanos e cidade de Santarém. “É um testemunho de vida cristã e uma intercessora junto de Deus que devemos considerar”, concluiu.


João Polónia/Comércio & Notícias (texto e fotos)